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Jovem perde movimentos após passeio em montanha-russa de famoso parque de diversões; MP investiga

Após o acidente na montanha-russa, Júlia Bossoni ficou 57 dias internada e passou por sete cirurgias, perdendo parte dos movimentos do corpo  |  Reprodução/TV Globo

Publicado em 21/09/2026, às 08h38   Reprodução/TV Globo   Redação BNews

Uma jovem sofreu um traumatismo cranioencefálico e perdeu parte dos movimentos do corpo após andar na montanha-russa Montezum, do parque Hopi Hari, em Vinhedo, no interior de São Paulo. O caso aconteceu em abril e passou a ser investigado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP).

Júlia Bossoni havia viajado de Londrina (PR) para Vinhedo acompanhada do namorado, João Pedro. Durante a visita ao parque, o casal utilizou a Montezum pela primeira vez e, mais tarde, retornou à atração após ganhar um acesso promocional.

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Câmeras do parque registraram Júlia consciente durante a subida da montanha-russa, mas não gravaram o restante do percurso. Cerca de dois minutos depois, quando o carrinho voltou à plataforma, ela estava desacordada e convulsionando.

Funcionários do parque prestaram os primeiros atendimentos e retiraram a jovem do local em uma maca. Ela foi levada para a Santa Casa de Vinhedo e encaminhada diretamente para a UTI. Exames apontaram hemorragia intracraniana e edema cerebral, o que levou à realização de uma craniectomia descompressiva.

A jovem ficou 57 dias internada e passou por sete cirurgias. Segundo a família, ela perdeu os movimentos do lado esquerdo do corpo, além de apresentar dificuldades na fala e alterações de memória.

Um laudo médico citado pelo Fantástico, da TV Globo, apontou que o traumatismo teria sido provocado por um mecanismo de contragolpe, associado a movimentos bruscos de aceleração, desaceleração e rotação da cabeça. A família, por sua vez, busca na Justiça uma perícia para esclarecer as circunstâncias do episódio.

O que diz o Hopi Hari

O Hopi Hari afirmou que a Montezum possui certificação internacional do grupo TÜV Nord e passa por inspeções periódicas, incluindo avaliações anuais. O parque também declarou seguir as normas brasileiras de segurança para equipamentos de parques de diversão.

Segundo a administração, os visitantes são informados sobre as características e restrições da atração por meio de placas, avisos sonoros e orientações dos funcionários.

Sobre o caso de Júlia, o parque afirmou que prestou atendimento imediato, acompanhou a internação e arcou com despesas médicas, além de disponibilizar um seguro à família. A empresa também citou um parecer do MPSP, emitido em agosto de 2026, que, segundo o parque, não apontou risco coletivo, falha estrutural ou negligência na operação da atração.

As investigações sobre o caso seguem em andamento, e a perícia solicitada pelo Ministério Público deverá ajudar a esclarecer as circunstâncias do episódio.

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