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Publicado em 31/07/2026, às 22h46 Mariana Cedrim
A mãe da biomédica Heloisa Rodrigues, de 28 anos, prestou depoimento nessa quinta-feira (30), no inquérito que apura as acusações de maus-tratos e exploração sexual contra a filha e, durante as declarações à Polícia Civil, a genitora negou os abusos.
A jovem entrou com processo em 2024 para tentar retirar o nome da mãe da certidão de nascimento, mas o pedido foi negado pela Justiça de São Paulo. Em primeira instância foi aceito apenas o pedido para remover os sobrenomes da genitora, mas negou a exclusão dela do campo “filiação” no registro civil.
O caso ganhou repercussão no dia 19 deste mês, depois que a biomédica usou as redes sociais para contestar a decisão. “Por que a genitora precisa ser protegida de uma ‘morte civil’, mas a filha não pode ser protegida de continuar carregando, pelo resto da vida, o nome de quem a vendeu para homens desde os 9 anos e destruiu completamente a sua infância?”.
A advogada de defesa de Heloisa entrou com recurso pedindo que a questão seja enfrentada sob uma perspectiva “constitucional e contemporânea” do Direito das Famílias, considerando que “o registro civil deve estar a serviço da pessoa e de sua dignidade, e não transformar-se em instrumento de perpetuação de uma violência já vivenciada”.
Além do direiro de remover os sobrenomes da genitora, a jovem registrada como Larissa, passou a se chamar Heloísa, nome pelo qual se identifica atualmente e conseguiu uma medida protetiva, que determina que a mãe matenha uma distância mínima de 500 metros.
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