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Publicado em 12/10/2025, às 08h30 Reprodução/ Prefeitura Municipal de Luziânia Gabriel Santana
Isabela, uma menina de 16 anos diagnosticada com grau elevado de transtorno do espectro autista (TEA), mora há três meses no Hospital Municipal do Jardim Ingá, em Luziânia (GO), após a morte da avó e a recusa da mãe em assumir a guarda.
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A garota não usa roupas convencionais para uma adolescente. Com 1,70 m de altura, veste sempre os trajes dos pacientes do hospital, tem cabelos castanho-escuros no estilo maria-chiquinha e circula diariamente pelos corredores da unidade.
Isabela morava com a avó em São Paulo, mas, infelizmente, a idosa faleceu. Com a morte da responsável, a garota teve a guarda rejeitada pela mãe e precisou ser encaminhada para uma unidade do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), em Luziânia (GO). No entanto, o local não dispunha de estrutura adequada para mantê-la, e por isso ela foi transferida para o Hospital Municipal do Jardim Ingá, na mesma cidade.
No hospital, Isabela foi bem recebida pela equipe de profissionais e recebeu um quarto improvisado em um dos 110 leitos da unidade. Segundo o Portal Metrópoles, a personalidade de Isabela e seu histórico de abandono pela família impactaram os profissionais de saúde, que passaram a tratá-la com muita empatia.
“Ela pede comida o tempo todo e gosta bastante de mexer no celular e ouvir funk”, relatou uma funcionária que preferiu não se identificar.
Fernando Neves, diretor do hospital, informou que Isabela apresenta quadro de esquizofrenia e está recebendo tratamento psiquiátrico adequado, mas permanece internada por não ter condições de receber alta.
“Ela veio do CAPS, porque lá não tinham condições de tratá-la. Aqui no hospital ela está recebendo o suporte necessário e deve permanecer até que possa receber alta”, explicou Neves.
A Secretaria Municipal de Saúde de Luziânia e o Ministério Público de Goiás (MP-GO) acompanham o caso. Segundo eles, uma equipe multidisciplinar da rede municipal de saúde, junto com o Juizado da Infância e da Juventude, está atuando em conjunto para acompanhar a situação.
*Importante ressaltar que “Isabela” é um nome fictício que foi usado pela reportagem para preservar a identidade da garota, como está previsto pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
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