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Moradores do Matatu de Brotas alegam que abrigo da Fundação Cidade Mãe gera insegurança na região; entenda

Segundo moradores, área tem enfrentado constantes brigas, assaltos e uso de drogas nas ruas  |  Betto Jr./Secom

Publicado em 31/03/2025, às 11h22 - Atualizado às 18h22   Betto Jr./Secom   Redação Bnews

A Prefeitura de Salvador instalou uma Unidade de Acolhimento Institucional (UAI), para crianças e adolescentes, na 2ª Travessa Gersino Coelho, no Matatu de Brotas, em Salvador, no ano de 2021. A unidade é administrada pela Fundação Cidade Mãe (FCM). No entanto, recentemente, o local tem gerado diversos problemas, segundo os moradores da região. Eles alegam que a área tem enfrentado constantes brigas, assaltos e uso de drogas nas ruas. 

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Segundo os moradores, os menores cometem furtos nas residências vizinhas, pulando os muros. Eles se dizem apreensivos e apavorados ao constatar a movimentação intensa dos infratores. Ainda de acordo com os habitantes, durante o dia, os menores ficam nessa residência e à noite saem, voltando no início da manhã do dia seguinte. Muitas vezes são vistos portando objetos suspeitos, pacotes e até facas que ficam escondidos em buracos de muros.

Enquanto aguardam a liberação do acesso, que normalmente ocorre por volta das 08h, em grupos, eles ficam sentados na calçada em frente às residências, falando alto, realizando suas necessidades fisiológicas nos passeios, além de discussões, brigas e ameaças de morte uns aos outros.

"Tentamos por diversas vezes contato via whatsapp com a Coordenação da Cidade
Mãe sem êxito para uma resposta conclusiva, que atenda às nossas reivindicações.
Sabemos da necessidade e apoio para esses “menores”, porém a condição
aplicada e o local não são a melhor escolha. O que nos espanta e nos deixa
perplexos é que pelo que pesquisamos, os objetivos da FCM (Fundação Cidade
Mãe) é acolher, CAPACITAR, QUALIFICAR, entre outros, esses menores e suas
famílias em situação de risco. Porém, o que estamos vivenciando é o inverso", disse em manifesto.

A insegurança também tem feito com que os pais precisem acompanhar os filhos até a escola, já que não há mais tranquilidade para as crianças saírem sozinhas. Eles também alegam que é constante a presença de unidades do Samu para atender possíveis usuários de drogas que passam mal na região. Os moradores divulgaram imagens que podem ser vistas logo abaixo:

Reprodução / Redes Sociais

Em contato com o BNews, a Fundação Cidade Mãe afirmou que tem conversado com a comunidade, desde o primeiro momento que os contataram. "São diversos órgãos envolvidos no processo, tanto municipal, quanto estadual. Todos trabalhando para garantir a proteção deles e paz com a comunidade. Continuaremos a disposição e dialogando para garantir o cumprimento do Estatuto da criança e adolescente (ECA), de nossas obrigações quanto instituição de proteção e claro, garantir respeito, paz e segurança que conta com a Rede", ressaltou.   

Confira a nota na íntegra: 

A FCM tem conversado com a comunidade, desde o primeiro momento que nos contataram.

Trouxemos esclarecimentos do que se trata o trabalho da FCM, sua missão e propósito de existência.

Trabalhamos em Rede, a Rede de proteção a criança e adolescente em situação de vulnerabilidade social e risco pessoal é ampla.

São diversos órgãos envolvidos no processo, tanto municipal, quanto estadual. Todos trabalhando para garantir a proteção deles e paz com a comunidade.

Os equipamentos são indispensáveis para garantir seus direitos que são pautados pelo Estatuto da criança e adolescente - ECA. Tantos eles quanto a gente, fomos solicitos uns com os outros desde sempre.

Continuaremos a disposição e dialogando para garantir o cumprimento do ECA, de nossas obrigações quanto instituição de proteção e claro, garantir respeito, paz e segurança que conta com a Rede.

Com a interface de todos os órgãos que estão diretamente envolvidos no processo, temos garantido as ações necessárias com vistas atender a todos os stakeholders, com olhar justo e humano.

Classificação Indicativa: Livre


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