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Sexo a três: Registro inédito revela ménage à trois entre tubarões-leopardo

Cientistas testemunharam um “ménage” entre tubarões-leopardo ameaçados de extinção  |  Reprodução / UniSC / Youtube

Publicado em 24/09/2025, às 12h38 - Atualizado às 13h50   Reprodução / UniSC / Youtube   Leonardo Oliveira

Pela primeira vez, cientistas testemunharam um “ménage” entre tubarões-leopardo ameaçados de extinção. O triângulo amoroso envolvendo dois machos e uma fêmea foi filmado pelo biólogo marinho  Hugo Lassauce, da Universidade Sunshine Coast, na Austrália.

Em entrevista para a CNN, o biólogo afirmou que os eventos de acasalamento são raros de se observar em qualquer espécie de tubarão. Segundo ele, os pesquisadores só presenciaram interações de cortejo, no qual o macho persegue uma fêmea, sem o ato.

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Tubarões-leopardo

Também chamado de Stegostoma tigrinum, as espécies são encontradas no Oceano Índico e no Oceano Pacífico Ocidental. No entanto, suas populações estão diminuindo, de acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza, que lista a espécie como ameaçada de extinção.

Estudados em cativeiro, havia pouco conhecimento de como se reproduzem na natureza. A pesquisa de Lassauce monitora um local na Nova Caledônia, território francês no Pacífico Sul, em colaboração com o Aquarium des Lagons, um aquário local.

Sabe-se que os tubarões-leopardo se reúnem no local em certas épocas do ano, e "suspeitávamos que essa agregação fosse para fins de acasalamento", disse o biólogo à CNN.

Durante um mergulho realizado em 12 de julho de 2024, Lassauce disse que "encontrou estes dois machos agarrando as nadadeiras peitorais da fêmea com suas bocas". Reconhecendo a potencial importância daquele momento, Lassauce filmou os tubarões por 90 minutos, fazendo o primeiro registro conhecido de tal evento.

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Como foi a reprodução

De acordo com o artigo, os três tubarões, todos com aproximadamente 2,3 metros de comprimento, foram avistados no fundo do mar. Ambos os machos seguraram a fêmea, que ocasionalmente lutava para se libertar, por mais de uma hora. 

Um dos machos então acasalou com a fêmea por 63 segundos, antes que o segundo macho fizesse o mesmo, durando 47 segundos. Após o ato, os dois machos permaneceram imóveis no fundo do mar enquanto a fêmea nadava para longe.

De acordo com o biólogo, os machos ficaram exaustos com o processo. "O macho fica completamente esgotado", precisando deitar no fundo do mar "por alguns minutos para recuperar sua energia".

"Segurar uma fêmea enquanto ela tenta se libertar o tempo todo, e acasalar com ela enquanto nada consome toda a energia do macho", disse ele.

A observação faz parte de um amplo estudo sobre o comportamento reprodutivo e a ecologia espacial dos tubarões-leopardo, disse ele, informando os esforços contínuos de conservação direcionados à espécie.

"Esta observação específica fornece informações cruciais sobre o comportamento reprodutivo que seriam usadas para melhorar protocolos de inseminação artificial, por exemplo", disse Lassauce, que trabalha com a iniciativa internacional de conservação ReShark.

Classificação Indicativa: Livre


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