Geral
por Leonardo Oliveira
Publicado em 24/09/2025, às 11h36
Já ouviu falar da Arca de Noé? Provavelmente deve pensar na história bíblica, mas, dessa vez, trata-se de uma missão biológica da Rússia apelidada com o mesmo nome. Ela retornou à Terra na última sexta-feira (19) após passar cerca de um mês em órbita.
O módulo, denominado de Bion-M nº 2, pousou na região de Oremburgo, na Rússia, e trouxe uma espécimes. Foram 75 camundongos, mais de 1,5 mil moscas, culturas celulares, microorganismos, sementes de plantas e diversos materiais biológicos.
Trajetória da Arca
No dia 20 de agosto, a cápsula foi lançada no Cazaquistão, especificamente no cosmódromo de Baikonur, a bordo de um foguete Soyuz-2.1b. Após o lançamento, o satélite foi colocado em órbita polar entre 370 e 380 quilômetros de altitude. Durante a missão, os espécimes biológicos foram expostos a altos níveis de radiação cósmica.
Recuperação
As imagens do local de pouso revelam que possivelmente a aterrissagem provocou um pequeno foco de incêndio, rapidamente contido, permitindo que as equipes de resgate se aproximassem do módulo. As informações são do Space.com.
Três helicópteros de busca, que transportavam especialistas técnicos, pousaram próximos para retirar os espécimes vivos o mais rápido possível e dar início aos primeiros exames. Um dos procedimentos previstos era a avaliação da atividade motora das moscas para verificar possíveis problemas no sistema nervoso.
De acordo com o Instituto de Problemas Biomédicos (IBMP), os primeiros estudos que ocorreram depois do voo foram realizados em uma tenda médica montada no local de pouso. A previsão era de que os materiais biológicos fossem transferidos para os laboratórios do instituto em Moscou (Rússia) por volta da meia-noite de 20 de setembro.
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Objetivos da pesquisa
A missão foi organizada em conjunto pela Roscosmos, pela Academia Russa de Ciências e pelo Instituto de Problemas Biomédicos (IBMP), entidade que liderou o projeto.
O programa científico da Bion-M n.º 2 envolveu dez seções de experimentos. As duas primeiras foram sobre estudos de fisiologia gravitacional em animais, com foco no desenvolvimento de novas tecnologias para sustentar a vida humana em missões espaciais, considerando os efeitos combinados da microgravidade e da radiação cósmica
As seções três, quatro e cinco tiveram como objetivo a investigação da influência do voo espacial e de fatores do espaço exterior sobre plantas, microrganismos e suas comunidades, na busca de entender os padrões gerais da vida no Universo.
Outras seções abrangeram experimentos biotecnológicos, físicos e técnicos, além de pesquisas radiobiológicas e dosimétricas voltadas para a segurança contra radiação em futuras naves tripuladas;
Já a última seção incluiu experimentos preparados por estudantes da Federação Russa e da República da Bielorrússia.
Experimento sobre panspermia
Um dos estudos destacados foi o experimento “Meteorite” (“meteorito”, em português), realizado durante a reentrada do módulo. Ele investigou a hipótese da panspermia, que estuda a possibilidade de que a vida na Terra tenha origem extraterrestre.
O estudo foi realizado através de rochas basálticas com cepas de microrganismos que foram fixadas no casco da cápsula, com o objetivo de realizar uma avaliação da resistência das bactérias ao intenso calor da reentrada atmosférica.
Um vídeo divulgado pelo IBMP mostrou vários dos camundongos a bordo durante os 30 dias de viagem espacial, ilustrando parte da rotina da chamada “Arca de Noé” russa.
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