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Publicado em 13/06/2026, às 09h13 - Atualizado às 10h02 Reprodução Redação Bnews
A noite desta quinta-feira (11) foi marcada pelo luto para a família de Arthur de Mello da Silva, de 11 anos. O adolescente, que permanecia sob cuidados intensivos no Hospital Estadual Ricardo Cruz (HerCruz) desde o início do mês, teve o óbito confirmado pelas autoridades médicas. A suspeita levantada pelos pais de que o garoto teria consumido bolo adulterado foi corroborada por laudo toxicológico, que identificou a presença de chumbinho em seu organismo.
O histórico do caso revela que Arthur consumiu uma fatia de bolo durante a celebração do aniversário de sua avó materna, em São João de Meriti, no dia 31 de maio. No dia seguinte, após retornar da escola, o menino comeu uma outra fatia de bolo na casa do pai. De acordo com relatos da mãe, ele apresentava boas condições de saúde ao sair para a escola, mas foi o pai quem informou que Arthur manifestou sintomas graves, como vômitos persistentes, logo após lanchar e adormecer.
A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) agora concentra seus esforços na tese de envenenamento criminoso. A confirmação da substância tóxica ocorreu após análises laboratoriais realizadas pelo Instituto Médico Legal (IML) em amostras obtidas por meio de lavagem gástrica no paciente.
Os exames periciais também detectaram resquícios de midazolam e lidocaína (anestésicos), embora os especialistas apontem que tais compostos possam ter sido administrados durante as manobras de socorro hospitalar. O episódio inicial de mal-estar, ocorrido ainda durante as festividades familiares no final de maio, já indicava a gravidade do quadro que se seguiria.
Nos instantes que antecederam o desfecho trágico, familiares descreveram um cenário clínico crítico. Segundo Ademir, o filho enfrentava um severo inchaço cerebral e apresentava respostas neurológicas mínimas aos protocolos de tratamento adotados pela equipe médica.
Visivelmente abalada, a mãe de Arthur, Lidiane da Silva, clamou por uma resolução célere para o crime: “A cura do meu filho é a Justiça”, desabafou em meio à dor.
Com a confirmação técnica da contaminação, a DHBF, que assumiu a titularidade do inquérito após a morte, intensifica as investigações para apurar se o ato foi deliberado. Testemunhas serão ouvidas e outras ações estão sendo tomadas para identificar o que provocou o caso da criança.
Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde expressou pesar pelo falecimento da criança e se solidariza com a família, colocando-se à disposição para esclarecimentos.
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