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Vítimas de violência sexual na Bahia chega a 70% com idade inferior a 13 anos, diz IBGE

Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar foi divulgada pelo IBGE nesta quarta-feira  |  Ilustrativa/ Pixabay

Publicado em 25/03/2026, às 15h30   Ilustrativa/ Pixabay   Bernardo Rego

A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSe), divulgada nesta quarta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que as vítimas de violência sexual na Bahia cresceu e atingiu 8,6% dos adolescentes.

Segundo o IBGE, em 2024 quase 1 em cada 10 adolescentes declarou já ter sido ameaçada (o), intimidada (o) e/ou obrigada (o) a ter relações sexuais ou a fazer qualquer outro ato sexual contra a sua vontade. Houve alta significativa frente a 2019, quando essa proporção era de 5,1%.

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Ainda de acordo com o IBGE, com relação a 2019, último ano em que a pesquisa foi feita, o percentual de meninas que relataram essas violências nas respostas aumentou 5,9 pontos percentuais. A pesquisa aponta ainda que na Bahia, 76,8% das vítimas em idade escolar vítimas de violência sexual disseram ter sido agredidos por alguém conhecido, sendo que 34,2% afirmam que algum familiar foi o agressor (6,8% pai, mãe, padrasto ou madrasta e 27,4%, outra pessoa da família)

Em todo o país também foi registrado um aumento nesse indicador, entre 2019 e 2024, de 6,3% para 8,8%. Todas as 27 unidades da Federação viram esse número crescer, e a alta na Bahia foi a 9ª maior (mais 3,5 pontos percentuais).

A pesquisa PeNSe revela também que as mulheres são proporcionalmente muito mais vítimas de violência sexual do que os homens. Na Bahia, 10,2% das escolares do sexo feminino relataram ter sido forçadas a algum ato sexual, em 2024, frente a 6,9% dos rapazes. No Brasil como um todo, as proporções eram 11,7% e 5,8%, e, em Salvador, 10,8% e 6,6% respectivamente.

Em Salvador, também houve aumento na proporção de estudantes que declararam ter sido forçados a ter relação ou outro ato sexual, entre 2019 e 2024, de 6,0% para 8,7%. O aumento levou Salvador a deixar de ser a capital com menor proporção de escolares vítimas de violência sexual e a passar a ocupar a 17ª posição, num ranking liderado por Macapá/AP (13,3%), Manaus/AM (12,8%) e Palmas/TO (12,4%).

A pesquisa apontou ainda que as ocorrências de violência sexual é mais relatada por escolares da rede pública do que na rede privada de ensino. Na Bahia, as proporções foram de 9,2% e 5,5%; no país, 9,3% e 5,7%; e, na capital baiana, 10,0% e 5,7%, respectivamente.

Na Bahia, 7 em cada 10 escolares que foram forçados a fazer sexo (70,4%) declararam que isso ocorreu antes dos 13 anos de idade. Esse percentual foi muito próximo em Salvador (71,1%) e, em ambos os casos, aumentaram frente a 2019, quando eram de 56,9% no estado e 55,1% na capital.

Em Salvador, 76,2% dos escolares agredidos sexualmente disseram ter sido vítimas de pessoas conhecidas, sendo que 29,6% indicaram familiares como os agressores (7,5% pai, mãe, padrasto ou madrasta, e 22,2%, outro familiar). Foram entrevistados 118.099 adolescentes de 13 a 17 anos, que frequentavam 4.167 escolas públicas e privadas de todo o Brasil em 2024.

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