Meio Ambiente

BNews COP30: Agenda da sustentabilidade tem o algodão baiano como um dos focos principais do evento mundial

Futuro da agricultura sustentável no Brasil é discutida durante evento em Salvador, nos dias 11 e 12 de setembro  |  Divulgação / Pixabay

Publicado em 12/09/2025, às 08h36 - Atualizado às 08h56   Divulgação / Pixabay   Verônica Macedo

Durante o 3º Congresso Brasileiro de Direito e Sustentabilidade, que acontece em Salvador, no Palacete Tira Chapéu, nos dias 11 e 12 de setembro, o algodão baiano ganha foco como um dos assuntos principais a serem discutidos na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas – COP30.

Com o tema “A Bahia e o Brasil na COP 30: Desafios e Oportunidades”, a commodity estadual é fator primordial na discussão do futuro da agricultura sustentável no Brasil. A presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Alessandra Zanotto Costa, leva ao Congresso a voz feminina do agronegócio baiano e a experiência prática do Oeste da Bahia como referência mundial em cotonicultura sustentável, no painel “Os Desafios do Agronegócio Sustentável no Brasil”.

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De acordo com Alessandra, o evento mostra, na prática, como o direito, a sustentabilidade e o agronegócio caminham juntos. “Se de um lado especialistas discutiram novos instrumentos jurídicos e políticas públicas para financiar a transição verde, de outro, o setor produtivo — com destaque para o algodão baiano — apresentou soluções reais que unem produtividade, inovação e compromisso ambiental”.

Juntamente com Moisés Schmidt, presidente da Aiba, Alessandra desta que a sustentabilidade precisa ser entendida em sua essência: social, ambiental e econômica. Ela ressalta que a produção agrícola não pode ser confundida com práticas ilegais, como desmatamento e garimpo, das quais o setor é contrário.

“Entendemos que não se faz nada no campo sem as pessoas que compõem essa cadeia produtiva. Por mais tecnologia que tenhamos, sem sustentabilidade e sem segurança jurídica, não avançaríamos. O algodão baiano é reconhecido não apenas pela representatividade, mas pela capacidade de inovar com responsabilidade e gerar desenvolvimento social”, reforçou. Sua fala encontrou eco nas mesas de debate sobre regulação, governança ambiental e novas práticas de mercado.

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