Meio Ambiente
Publicado em 17/11/2025, às 13h22 Reprodução / BNews Vagner Ferreira
O climatologista e cientista da Amazônia, Carlos Nobre, está participando da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) e busca apoio para o Instituto de Tecnologia da Amazônia. Ainda, busca integrar um modelo produtivo baseado na indústria 4.0 com os saberes dos povos tradicionais.
“Ontem lançaram essa ideia da industrialização verde, um instituto que será essencial. Ele estará em toda a Amazônia, com esses vários polos de inovação. Cerca de 25% dos professores e professoras serão indígenas, quilombolas e ribeirinhos inicialmente, e 25% serão alunos, porque, na comunidade amazônica, nós temos cerca de 2,2 milhões de indígenas”, celebrou, ressaltando que na Amazônia Institute of Technology (AMIT), esses grupos ocuparão, ao menos, 25% do corpo discente.
“Será a primeira instituição com essa natureza em todos os países, em todas as regiões tropicais. E também há um fundo que foi lançado aqui, o Fundo para Floresta Tropical, anunciado pelo presidente Lula há alguns dias e que será muito importante. A ideia é colocar quatro dólares para cada hectare de floresta protegida”, prosseguiu.
Sobre o projeto Amazônia 4.0, o qual é coordenador, ele explica: “Construindo um laboratório para capacitação de comunidades no processamento de cacau e cupuaçu e agora estamos concluindo a capacitação da primeira comunidade indígena do Brasil no projeto”.
Ele continuou: “Quando fizemos essas capacitações, algo muito interessante aconteceu: todos que estavam ali aprendendo a produzir o chocolate cupulate, dentro da lógica da Indústria 4.0, inclusive utilizando inteligência artificial, trouxeram também seus conhecimentos tradicionais. As mulheres, especialmente, trouxeram vários produtos que incorporaram ao chocolate cupulate, criando sabores incríveis”.
Nobre define: “Amazônia 4.0 é uma iniciativa que ainda está em pequena escala, mas já está crescendo. Agora vamos começar a construir um segundo laboratório voltado para a castanha, a “indústria artificial” da castanha”, continuou.
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