Meio Ambiente

BNews COP30: Líder quilombola alerta para principais dificuldades para conseguirem recursos; confira

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Líder quilombola e coordenador do movimento Mocambo participa da COP30  |   Bnews - Divulgação Reprodução / BNews
por Andrea Vialli, direto de Belém, e Vagner Ferreira

por por Andrea Vialli, direto de Belém, e Vagner Ferreira

Publicado em 17/11/2025, às 10h31



Durante o sétimo dia da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), o líder quilombola e coordenador do movimento Mocambo, Danilo Miranda, conversou sobre as dificuldades para conseguirem recursos para seus projetos, como o da titulação das terras.

“A gente sentiu que aqui, apesar de ter muitos fundos que financiam a sócio biodiversidade, a bioeconomia ou a sócio-bioeconomia, que são conselhos totalmente diferentes, chega pouco ou muitas vezes não chega. Isso porque, a questão quilombola, como a titulação das terras, é o maior empecilho que a gente encontra”, afirmou Miranda.

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Segundo ele, hoje em dia para acessar financiamentos, é necessário ter a titularização da sua terra, com certificado de território quilombola. “Nós sabemos aqui, que foram, aqui no Brasil, as pessoas que ‘desterralizaram’ a África Ibéria, e foram cerca de cinco milhões de pessoas”, disse. 

“Muitas conseguiram entrar no território e outras não ficaram. Ficaram na periferia, ficaram nas favelas. A Amazônia é indígena, é negra, é ribeirinha, é os 28 segmentos do Conselho Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais. E a gente fez uma escuta ativa dessas comunidades para saber como agir”, acrescentou. 

De acordo com Miranda, a participação da comunidade nos processos não acontece apenas como forma de beneficiamento, mas também de gestão do projeto. “As pessoas da comunidade precisam participar e fazer a gestão do processo de financiamento. Essas foram algumas das lacunas que identificamos. E, a partir disso, entendemos: ‘Olha, daqui para frente precisamos montar uma diretriz. Se formos criar um fundo, temos que garantir essa escuta participativa e colocar as comunidades na gestão desse processo’, explicou.

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