Meio Ambiente
Publicado em 02/06/2024, às 18h00 Divulgação Letícia Rastelly
Você já ouviu falar em upcycling? Traduzindo do inglês para o português, a palavra indica “reutilização” e tem exatamente esse significado no mundo da moda. Se trata de peças confeccionadas a partir de produtos, resíduos, retalhos e outros itens que seriam descartados, mas acabam sendo reutilizados na criação de uma nova peça. E é exatamente isso que a Loja Santo B faz.
Criada pela arquiteta Márcia Carvalho, a Santo B é pioneira no uso de tela de poliéster para produção de bolsas, porta-vinhos e ainda chaveiros, que são feitos com as sobras das cordas.“Em 2019 eu recebi uns retalhos desse material que eu uso hoje, que é uma tela de poliéster- aquela que faz cadeira de praia, pula-pula de criança... é um produto super resistente e eles produzem um estoque de sucata grande. Em junho de 2019 eu comecei a comprar essas sucatas e a produzir bolsas”, conta a empreendedora.
Ao BNews, Márcia revelou que foi a pandemia que a fez focar nesse trabalho artesanal. “No final de 2019 eu já estava produzindo para corporativo. Em 2020 vem a pandemia, né? E aí eu parei de trabalhar como arquiteta, realmente, porque tudo parou, e a função das bolsas começou a crescer e aí a Santo B foi crescendo e eu comecei a vender muito para fora. E a coisa foi acontecendo. Hoje eu vendo para o Brasil todo”, revelou a empresária, que começou com um modelo inspirado em bolsas de feira, mas que agora já tem cerca de 10 tipos diferentes.
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E foi essa relação com o Rio de Janeiro que fez as bolsas da Santo B invadirem os closets de famosos e se tonar uma verdadeira queridinha, principalmente de globais, a exemplo de Carolina Dieckmann, Astrid Fontenelle, Samuel de Assis e Dani Calabresa, além de Adriane Galisteu, Preta Gil, Cíntia Dicker e muitos outros.
Consciência ambiental
Apesar da arquiteta ter criado a marca pensando, desde o início, em minimizar o descarte desse tipo de material, nem todos que compram seus produtos possuem essa consciência ambiental.
“Muitas pessoas compram a bolsa sem saber do conceito, mas isso é algo que aqui na loja eu explico a todo mundo. Eu tenho uma tag que fala sobre isso, inclusive”, explica Márcia, que é uma pessoa preocupada com a sustentabilidade.
No material, que vai em todos os produtos, ela explica o conceito da marca. “Nós acreditamos na união entre design e tecnologia como meio para a construção de um mundo melhor! Com muito afeto e carinho com a natureza, reaproveitamos as telas descartadas pela indústria e criamos produtos incríveis e reutilizáveis”, diz o texto na tag.
Pensando em continuar o upcycling, no material também há dicas para reutilizar a bolsa, quando ela já não servir: “Imagine transformar a sua bag, depois de muito uso, num cachepó incrível, um cesto de roupa ou qualquer outra coisa que sua imaginação desejar”.
Essa orientação é fundamental para processo de cuidar do meio ambiente. “Eu acho que é um trabalho realmente de educação para com a população, da necessidade de evitar o plástico, porque quanto plástico a gente evita? Hoje eu fui ao mercado com a bolsa, já coloquei tudo, gelado, o que seja, porque é de um material de fácil higienização. Então é um momento assim que é bem oportuno falar sobre o meio ambiente”, destacou a empresária.
O projeto Junho Verde 2024 é uma realização do Grupo A4 com patrocínio da Suzano, Governo Bahia, Axxo, JBS, Sian Engenharia, Shopping da Bahia, Intermarítima e Casa de Apostas Arena Fonte Nova. O apoio fica por conta da Atlântico Transportes, ITS Internet, Planeta Imaginário, Ecogreen Educação Ambiental, Casa Soma e UCI Orient Shopping da Bahia.
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