Meio Ambiente
Publicado em 25/06/2025, às 13h56 reprodução - freepik Gabriel Santana
As garrafas de vidro das mais diversas bebidas como refrigentantes, sucos e cervejas têm mais microplásticos em suas composições do que as próprias feitas de material de plástico. Isso foi evidenciado na sexta-feira (20) por um estudo da ANSES (agência francesa de segurança alimentar).
O estudo comparou as garrafas com o objetivo de “investigar a quantidade de microplásticos em diferentes tipos de bebidas vendidas na França e examinar o impacto dos diferentes tipos de embalagens". Os estudiosos encontraram uma média de quase 100 partículas de microplásticos por litro em garrafas de vidro de bebidas como refrigerantes, limonada, chá gelado e cervejas.
Esses resultados representam entre 5 e 50 vezes mais do que a quantidade descoberta em garrafas de plástico e latinhas de metal. A parte das tampas dessas embalagens foi a região onde mais encontraram as substâncias dos microplásticos que podem ser prejudiciais à saúde humana.
Os arranhões que estiverem presentes nessas embalagens também é um fator determinante para serem liberados esses microplásticos e, consequentemente, podem acabar sendo ingeridos pelos consumidores ao beber os líquidos contidos nas garrafas. O estudo ressalta que “a fricção provavelmente quando essas garrafas estavam armazenadas acabam gerando arranhões invisíveis a olho nu e liberando os microplásticos”.
Além disso, as consequências precisam ser melhor analisadas porque ainda não existe um nível de referência para uma quantidade potencialmente tóxica de microplásticos. Mas, o estudo alerta também que os fabricantes das bebidas poderiam reduzir a quantidade de microplásticos liberados por essas tampas.
A agência também analisou uma maneira de limpar as garrafas que consistia em soprar essas tampas com ar, após enxaguar com água e álcool. Isso reduziu a contaminação em 60%. O estudo da ANSES foi divulgado no mês de maio no site Journal of Food Composition and Analysis.
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