Meio Ambiente

Ondas de calor causaram mais de 120 mil mortes no Brasil em 20 anos, aponta Fiocruz

Estudo da Fiocruz alerta que o impacto das ondas de calor pode aumentar com o avanço das mudanças climáticas  |  Reprodução/Redes Sociais/Unsplash

Publicado em 17/06/2026, às 15h08   Reprodução/Redes Sociais/Unsplash   Antonio Dilson Neto

As ondas de calor provocaram mais de 120 mil mortes no Brasil entre os anos de 2000 e 2019, segundo um estudo realizado por pesquisadores daFundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)em parceria com a Universidade Federal da Bahia (Ufba).

O levantamento aponta que os períodos prolongados de temperaturas extremas estiveram relacionados a cerca de 0,6% de todos os óbitos registrados no país ao longo das duas décadas analisadas.

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A pesquisa cruzou dados de mortalidade com registros históricos de temperatura em todo o território nacional, utilizando um mapeamento climático com precisão de até 9 quilômetros. A partir dessa análise, os cientistas identificaram uma associação direta entre ondas de calor e o agravamento de problemas de saúde, especialmente doenças cardiovasculares, respiratórias e renais.

Os dados mostram que os idosos concentraram a maior parte das mortes associadas ao calor extremo. Mais de 97 mil óbitos ocorreram entre pessoas com 65 anos ou mais, o equivalente a cerca de 80% do total identificado pelos pesquisadores.

O estudo também analisou internações registradas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e constatou que as crianças figuram entre os grupos mais vulneráveis. Entre os principais riscos estão a desidratação e doenças gastrointestinais, favorecidas pelas altas temperaturas e pela proliferação de micro-organismos.

Para a pesquisa, foi considerada onda de calor qualquer período de pelo menos 48 horas em que a temperatura permanecesse acima dos 95% mais altos já registrados historicamente para determinada região.

Embora as regiões Norte e Centro-Oeste tenham registrado mais dias de calor extremo, os impactos na saúde foram observados em todas as regiões do país. O Amapá apresentou a maior proporção de mortes associadas às ondas de calor, enquanto a Paraíba registrou os menores índices.

Os pesquisadores destacam que o estudo analisou apenas dados até 2019, já que a pandemia de Covid 19 dificultou a separação dos efeitos do calor extremo sobre a mortalidade nos anos seguintes.

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TagsUFBAmortesuniversidade federal da bahiaFiocruzFundação Oswaldo CruzOndas de calor

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