Meio Ambiente
Publicado em 24/08/2024, às 05h30 Divulgação / Secis Thiago Teixeira
Um dos principais temas da pauta ambiental a ser tratada na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025, em Belém, no Pará, é a emissão de gás carbônico (CO²) — um dos principais Gases do Efeito Estufa (GEE). Nesse quesito, Salvador apresenta o menor índice de emissão dentre as capitais brasileiras. No entanto, a cidade ainda está devendo quando o assunto são as taxas de áreas florestadas e naturais.
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A informação consta no levantamento “Mapa da Desigualdade entre as Capitais”, elaborado pelo Instituto Cidades Sustentáveis (ICS), no qual o BNews teve acesso. Divulgado neste ano, o estudo conta com o apoio da União Europeia (UE) e da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), e elenca as 26 capitais brasileiras por seu desempenho em uma série de tópicos.
Os dados apontam que a capital baiana tem contribuído com a diminuição das emissões de CO² per capita no Brasil, com taxa de 1,06, liderando o ranking nacional e ficando à frente de capitais referência no tema como São Paulo (SP) e Curitiba (PR), na quinta e oitava posição, respectivamente. Fecham o pódio de menos emissoras de CO² as cidades de Maceió (AL), com taxa de 1,12, e Belém (PA), com taxa de 1,14.
Confira o ranking completo:
Nem tudo são flores
Quando o tópico é outra pauta sustentável, a posição da capital baiana não é tão animadora. Na análise das cidades que mais possuem taxa de formações florestais naturais por habitante, Salvador aparece apenas na 18ª posição entre as 26 capitais, com o indicador marcando 0,02 — ficando abaixo da média.
Ainda de acordo com o levantamento, o ranking é liderado por Porto Velho (RO), com 6,3, seguido por Rio Branco (AC), com 2,1, e Boa Vista (RR), com 1,3.
Confira a lista completa:
O BNews questionou a prefeitura de Salvador sobre seu comprometimento com a pauta sustentável. Por meio de nota, a gestão municipal destacou que tem executado, ao longo do últimos anos, diversas ações voltadas para a preservação do meio ambiente que renderam à capital baiana diversos prêmios internacionais nesta área.
“Salvador também assinou o Acordo de Paris, para reduzir a emissão dos gases de efeito estufa. A capital baiana já realizou três inventários de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), com todas as atividades econômicas da cidade, sendo o último deles divulgado em 2023. Segundo o estudo, a capital baiana vem conseguindo, ano após ano, reduzir a emissão de gás carbônico”, destacou a prefeitura.
A gestão municipal, ainda por meio de nota, pontuou que houve redução de 26% de emissões no setor de resíduos, de 31% na área de energia estacionária e de 24% no transporte entre 2019 e 2022. Também foi registrada uma redução de 41% das emissões em Agricultura Florestas e Uso do Solo (Afolu), que são referentes ao uso da terra.
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