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França começa a sair do confinamento a partir de 3 de maio

O relaxamento das restrições será feito de maneira gradual até 30 de junho e terá quatro etapas, segundo anunciou nesta quinta (29) o presidente Emmanuel Macron  |  Pexels por Pixabay

Publicado em 29/04/2021, às 20h28   Pexels por Pixabay   Folhapress

A partir de segunda-feira (3), os franceses começam a sair de seu terceiro confinamento, imposto no fim de março para conter a propagação do coronavírus. O relaxamento das restrições será feito de maneira gradual até 30 de junho e terá quatro etapas, segundo anunciou nesta quinta (29) o presidente Emmanuel Macron.

"Devemos voltar à nossa arte de viver à francesa", afirmou o mandatário em uma entrevista com a mídia local. "Agora temos uma vacina que nos dá uma perspectiva de saída durável da crise."

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Atualmente um dos países europeus mais impactados pela pandemia, com um total de 5,6 milhões de casos e 104 mil mortes, a França está há meses com restaurantes, cafés, museus e salas de espetáculos fechados, enquanto alguns dos vizinhos já flexibilizam suas restrições.

O país irá adotar ainda uma espécie de passe sanitário para eventos maiores e para a entrada de turistas estrangeiros.

Para frequentar esses lugares, será preciso apresentar atestado de vacinação, teste negativo ou exame positivo com mais de 15 dias. Segundo Macron, está descartado adotar a prática em restaurantes, teatros ou museus. "Mas em lugares onde há multidões, como estádios, festivais, feiras ou exposições, seria absurdo [não exigir o certificado]", disse o presidente.

Na primeira etapa, a partir de segunda, reabrem as escolas de médio porte para alunos de 13 anos a 17 anos e caem as restrições de circulação em um raio maior do que 10 km da residência e de deslocamentos inter-regionais.

Permanecem em vigor, porém, o toque de recolher entre 19h e 6h, o trabalho remoto e o fechamento de comércios não essenciais.

A segunda etapa, porém, é a que leva a população do país para algo mais perto de uma normalidade. A partir de 19 de maio, comércios, museus, monumentos, cinemas, teatros e salas de espetáculo (com público sentado) podem reabrir, bem como estabelecimentos esportivos com espectadores.

Restaurantes e cafés com terraços também vão poder receber clientes, e atividades esportivas em locais cobertos e ao ar livre serão retomadas. O toque de recolher passa a entrar em vigor às 21h, enquanto mantém-se o trabalho remoto. Reuniões com mais de dez pessoas estão proibidas.

A partir de 9 de junho, o toque de recolher entrará em vigor às 23h, e o trabalho remoto será mantido, mas com flexibilizações. Cafés e restaurantes poderão receber clientes nos salões internos e estabelecimentos culturais e esportivos, além de salões e feiras de exposição, terão permissão para receber até 5.000 pessoas com passe sanitário.

Nesta etapa, o passe sanitário passa a ser exigido para todos os turistas estrangeiros que entrarem no país.

Já em 30 de junho está previsto o encerramento de quase todas as restrições. O toque de recolher será encerrado e serão permitidos eventos com mais de mil pessoas, sujeitas ao passe sanitário. Os únicos locais que permanecerão fechados até nova ordem serão as discotecas.

O plano, no entanto, poderá ser revisto de acordo com a evolução da situação sanitária nos departamentos franceses. O registro da variante indiana no sudoeste francês também preocupa.

Para Catherine Hill, epidemiologista de um hospital de Paris, um relaxamento das restrições em larga escala seria "absolutamente imprudente". A médica ressalta que, com 5.879 pacientes com Covid internados em UTI, o número é maior do que no pico da segunda onda observado em novembro.

O governo, por sua vez, espera que a campanha de vacinação ajude a manter o vírus sob controle. Até terça (27), 21,4% dos franceses haviam recebido ao menos uma dose do imunizante, e 8,7%, as duas, segundo dados do Our World in Data.

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