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Ataque hacker invade aplicativo de defesa na Ucrânia e dispara falso alarme de ataque nuclear

Invasão cibernética ao sistema nacional ‘Air Alert’ provocou pânico em Kiev e cidades do interior ao anunciar bombardeio hipersônico e radiação.  |  Reprodução/Redes Sociais

Publicado em 02/11/2026, às 11h03   Reprodução/Redes Sociais   Gabriel Dinis

Um ataque hacker de larga escala contra a infraestrutura civil de defesa aérea da Ucrânia disparou, na noite de domingo (1º), dezenas de alertas falsos nos celulares de milhões de cidadãos, notificando supostos ataques com armas químicas, combates terrestres na capital e a iminência de um ataque nuclear. A invasão atingiu o Air Alert, principal aplicativo governamental do país utilizado para alertar a população sobre bombardeios reais de drones e mísseis russos.

A ação hacker disseminou mensagens em nível máximo de emergência (código vermelho) por cerca de uma hora. Entre as notificações disparadas, uma mensagem redigida em russo citava nominalmente o Oreshnik, um míssil balístico hipersônico das Forças Armadas da Rússia:

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“Olá! Haverá um alerta nuclear em toda a Ucrânia. Não se preocupem, é o Oreshnik voando”, dizia o texto forjado.

Em bairros de Kiev e em cidades do oeste do país, como Lviv, a falha sistêmica provocada pelos invasores chegou a acionar sirenes e sistemas automatizados de alto-falantes públicos, propagando avisos sonoros de perigo radioativo e instruindo a população a se trancar em abrigos subterrâneos.

Reprodução/Redes Sociais
Reprodução/Redes Sociais
Reprodução/Redes Sociais
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Ação rápida do governo

A Força Aérea da Ucrânia, o Ministério da Transformação Digital e o Centro de Combate à Desinformação (ligado ao Conselho de Segurança Nacional e Defesa da Ucrânia) intervieram rapidamente por meio de canais oficiais no Telegram e na imprensa para desmentir os alertas.

O chefe do Centro de Combate à Desinformação da Ucrânia, Andriy Kovalenko, alertou a população de que os avisos eram de um ataque hacker e pediu calma: "Não entrem em pânico e não cliquem em links suspeitos". Paralelamente, a Força Aérea do país confirmou uma "interferência hostil" no serviço e garantiu que nenhuma ameaça atômica ou química real foi detectada no território ucraniano.

Os desenvolvedores do sistema (criado em parceria com a empresa de segurança Ajax Systems e a Stfalcon) suspenderam temporariamente os envios de notificações push e colocaram a plataforma em manutenção para reparar a brecha explorada. Durante a pane, a população foi orientada a consultar sistemas municipais paralelos, como o Kyiv Digital, e os avisos transmitidos por rádios públicas e canais regionais das forças de segurança.

O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) abriu uma investigação criminal para rastrear os pontos de invasão nos servidores e apurar o envolvimento direto de unidades de inteligência cibernética ligadas ao Estado russo.

Vulnerabilidade em alertas de emergência no Brasil

A violação de plataformas governamentais de alerta em massa não é um risco restrito a zonas de guerra. No Brasil, a segurança de ferramentas críticas de notificação pública também foi questionada quando o governo federal confirmou a invasão cibernética no sistema nacional da Defesa Civil após o disparo indevido de alarmes aos celulares da população.

Na ocasião, a intrusão forçou o desligamento temporário e preventivo da plataforma oficial de emergência, demonstrando como falhas de autenticação ou comprometimento de credenciais podem gerar desorientação coletiva.

Classificação Indicativa: Livre


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