Mundo
Publicado em 05/05/2025, às 12h01 Reprodução / Freepik Redação Bnews
Uma passageira entrou com uma ação judicial contra a American Airlines, acusando a companhia de negligência após sofrer abuso sexual durante um voo noturno de San Francisco para Dallas, em 2024. De acordo com a denúncia, Bárbara Morgan foi atacada por Cherien Abraham, um homem do Texas que já possuía histórico de denúncias por agressão sexual em voos da mesma empresa.
Segundo o processo, Abraham colocou a mão sobre a coxa de Bárbara, deslizou até sua região íntima e a acariciou, enquanto o voo seguia com as luzes da cabine apagadas. Bárbara estava sentada ao lado do agressor, pois a companhia aérea a separou do marido, que estava em outra fileira, e se recusou a realocar os assentos sem custo adicional. Após o ataque, a passageira tentou alertar os comissários de bordo, mas, conforme seu relato, não recebeu qualquer ajuda ou resposta da equipe.
Clique aqui e se inscreva no canal do BNews no YouTube!
Ao desembarcar, Bárbara denunciou o ocorrido a um agente da American Airlines, que a culpabilizou por não ter relatado a agressão durante o voo. No dia seguinte, ela enviou uma reclamação formal à empresa, que respondeu de forma genérica, prometendo acompanhamento que nunca aconteceu. A denúncia também aponta que a companhia ignorou alertas prévios sobre o comportamento de Abraham, que continuou a voar com a American Airlines e cometeu outras agressões até ser preso e denunciado por autoridades federais em março de 2025.
“É difícil descrever o quão traumático é ser tocada assim por um desconhecido, em um avião cheio de gente, em um espaço apertado, sem ter para onde ir. Senti-me exposta e, ao mesmo tempo, completamente invisível”, relatou Morgan, residente na Califórnia, em uma entrevista televisiva. “Quando o voo aterrissou e denunciei o que aconteceu, esperava que a American Airlines interviesse e, no mínimo, dissesse que faria mais para proteger outras mulheres. Em vez disso, recebi respostas frias e culpabilização, como se eu tivesse feito algo errado. Essa vergonha ficou comigo”, acrescentou.
A ação judicial, protocolada no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Norte da Califórnia, busca uma indenização significativa e medidas para evitar que casos semelhantes se repitam, denunciando uma suposta cultura de silenciamento das vítimas e acolhimento dos agressores dentro da companhia aérea.
Patrick J. Driscoll, advogado do escritório Romanucci & Blandin — que representa a vítima —, declarou: “O FBI e os passageiros da American Airlines alertaram repetidamente a companhia sobre agressões sexuais em seus voos, e a empresa teve todas as oportunidades de levar esses avisos a sério. Em vez disso, fez vista grossa, deixando os passageiros vulneráveis a 9 mil metros de altura”.
Mudança vai afetar WhatsApp de usuários de iPhones a partir desta segunda-feira; confira
Israel mobiliza milhares de reservistas em plano de expansão da ofensiva em Gaza