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​'Vaquinha' para herói que desarmou terrorista na Austrália ultrapassa R$ 14,6 milhões

​Ahmed al-Ahmed, imigrante sírio que neutralizou atirador em Bondi Beach, recebeu quase 45 mil doações de todo o mundo após ser baleado para salvar civis  |  Reprodução/Redes sociais

Publicado em 21/12/2025, às 13h19   Reprodução/Redes sociais   Cibele Gentil

A campanha de arrecadação online para o comerciante Ahmed al-Ahmed, de 43 anos, atingiu a marca de 2,64 milhões de dólares australianos (cerca de R$ 14,63 milhões) neste domingo (21). O herói, que é cidadão australiano de origem síria, foi responsável por desarmar um dos terroristas que abriram fogo contra uma multidão durante as celebrações de Hanukkah em Bondi Beach, no último domingo. Ahmed foi baleado durante o confronto e permanece internado com quadro estável.

​Na sexta-feira (19), Ahmed recebeu parte do valor, um cheque de 1,65 milhão de dólares, entregue pelo influenciador que organizou a arrecadação, Zachery Dereniowski, em seu leito no hospital St. George. Entre os doadores da campanha está o bilionário Bill Ackman, que contribuiu com cerca de 100 mil dólares australianos. Emocionado e surpreso com a mobilização global, o comerciante questionou: "Eu mereço tudo isso?".

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​O ato de bravura e o reconhecimento oficial

​Vídeos do ataque mostram o momento em que Ahmed avançou por trás de um dos atiradores, retirou a arma de suas mãos e o imobilizou no chão. O gesto impediu que o número de vítimas fosse ainda maior. O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, visitou Ahmed no hospital, referindo-se a ele como "heroi australiano". ​"Você se colocou em risco para salvar outros. Em nome de todos os australianos, eu digo obrigado", declarou o premiê na rede social X.
O atentado
​O ataque, classificado como ato de terrorismo pelas autoridades, deixou 15 mortos e mais de 40 feridos, no domingo passado (14). Os agressores foram identificados como Sajid Akram, de 50 anos (morto em confronto com a polícia), e seu filho Naveed Akram, de 24 anos. Segundo as investigações, os dois agiram motivados pela ideologia do grupo extremista Estado Islâmico. ​Naveed sobreviveu e enfrenta acusações de 15 homicídios e crimes de terrorismo. A polícia investiga se a dupla teve contato com extremistas durante uma viagem recente às Filipinas.

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