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Publicado em 21/02/2026, às 12h23 Reprodução / Wikipédia Cibele Gentil
A Venezuela rejeitou categoricamente neste sábado (21) a renovação do chamado “estado de emergência nacional”, prorrogado no último dia 18 pelo governo dos Estados Unidos. Desde 2015, a medida tem sido aplicada ao país e servido como base legal para sanções econômicas.
O chamado “estado de emergência nacional” é um instrumento do Poder Executivo norte-americano que permite ao presidente impor sanções e restrições econômicas de forma rápida e ampla. Ele se baseia em alegação de “ameaça incomum e extraordinária” à segurança nacional ou à política externa.
Em comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores, o chanceler Yván Gil afirmou que, desde sua criação em 2015, a medida tem sido imposta “sem base objetiva ou justificativa real”. Ele afirma que os argumentos estão distantes da “verdade e do Direito Internacional”. No comunicado, também consta o pedido de que a Casa Branca adote uma postura “construtiva e respeitosa” nas relações internacionais.
“Nosso país não representa nenhuma ameaça ao povo ou ao governo dos Estados Unidos, nem a qualquer outra nação do mundo”, diz o documento. Segundo o governo venezuelano, a persistência dessa medida contribui apenas para alimentar narrativas de confronto, ignorando os vínculos históricos, culturais e humanos entre os dois países.
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