Colunas / Na Sombra do Poder
Publicado em 11/07/2024, às 05h30 - Atualizado às 05h33 Reprodução Editoria de Política
Torre de Babel e Calígula
Um determinado condomínio de luxo na Avenida Paralela, em Salvador, tem sido palco de farras históricas e conturbadas. Lá os encontros ocorrem de casa em casa, das quintas-feiras aos domingos, com os casais animados e embalados por muito vinho, champanhe e uísque. Já houve até casais que se separaram e trocaram os parceiros, gerando desconfiança sobre a paternidade de um dos filhos.
Torre d'Belém
Em uma determinada torre nababesca da costa soteropolitana, inúmeros causídicos multimilionários ostentam reuniões regadas a champagne, caviar e todo tipo de guloseima gourmet, com foco em projetos jurídicos, literários e empresariais, incluindo alguns terrenos sombrios na capital e na região metropolitana praiana. Alguns deles expandiram seus escritórios e negócios para vender seus peixes no exterior. Mas a grande causa para os juristas, recentemente instalada na torre, é descobrir qual deles fez uma confissão para a esposa sobre as peripécias realizadas durante uma viagem, em um momento de muito uísque, champagne e muitas "gajas".
Kojak em apuros
Um empresário local com problemas capilares, velho conhecido da Lava Jato e do mercado imobiliário, voltou novamente à cena policial. O atrapalhado mascate, após vários acordos e compromissos assumidos pós-Lava Jato, não os tem cumprido. Fontes ligadas à Sombra do Poder já dão conta de que seus credores prometem arrastá-lo de novo para o caos da justiça, levando consigo seus novos parceiros “financeiros” e seus devidos acionistas.
Comida estranha
Uma empresa paulista fornecedora de refeições para uma rede de hospitais com atuação em todo o Brasil, e a maior da Bahia, vem atuando com as calças nas mãos. Pacientes e gestores dos hospitais operados pela rede já não sabem mais a quem recorrer. Seus executivos já largaram o leme da empresa faz tempo, e números divergentes não fecham as contas no balanço deles, em meio a uma série de confusões entre os acionistas. Tudo isso levou a um caos total na operação, jogando a imagem da empresa no lixo e resultando na perda de contratos em vários estados. Verdadeiro sabor amargo.
Saltur de pólvora
Uma turma acostumada a aprontar junto ao órgão municipal já há alguns anos, com emendas para shows municipais e patrocínios fantasmas para caciques tupiniquins, está sob a mira do judiciário baiano. Alguns edis que não coadunam com a prática prometem explodir a empresa de “turismo” soteropolitana até outubro. O assunto já chegou aos ouvidos do prefeito Bruno Reis, que, de imediato, escalou sua tropa de elite para apurar as traquinagens da galera que agita umas “ghostbands” por lá. Pelo que se sabe do pulso firme do jovem gestor, não vai ficar pedra sobre pedra, e a farra terá um fim trágico.
Um intruso na Smed
A Secretaria de Educação Municipal, pasta gerida pelo grupo do ex-prefeito ACM Neto, está em uma sinuca de bico literalmente. Uma licitação recente na área de tecnologia vem chamando a atenção, pois um “intruso”, leia-se, fora do ninho dos Menudos, levou o certame e estão tentando “apertar” o rapaz. O moço, que não é daqui, anda meio “zonzo” com a pressão que vem recebendo de todos os lados, a ponto de procurar um famoso advogado local para assessorá-lo na contenda. Isso vai feder...
Faroeste turbo
A temida operação Faroeste, pelo que a NSP ficou sabendo esta semana em Brasília, está voltando "turbinada". Na sua nova fase, ela promete sacudir uma turminha bem traquina que aprontou em vendas de sentenças e grilagem de áreas no interior do estado. Alguns servidores do estado e "playboys" causídicos, acostumados a carros importados e mansões no litoral norte, devem ser os próximos alvos da turma de Brasília. Esta semana já teve visita no Horto Florestal, deixando muita gente de cabelo em pé, se escondendo debaixo da cama e pelas escadas de um famoso condomínio do bairro arborizado. Muita água ainda vai rolar, ou melhor, querosene com pólvora.
O jantar de Brito
A festa do PSD para dar holofote ao deputado Antonio Brito rendeu "farpas" até entre colegas de partido. Ao chegar no evento, o deputado Ricardo Salles foi direto até a mesa onde se reunia membros da sua legenda, o PL. Ao chegar no local, o ex-ministro foi recebido com um veneno inofensivo pelo deputado Rodolfo Nogueira. "Tenho uma mesa perfeita pra você sentar, Salles", disse ele, apontando, aos risos, para o lugar onde estavam reunidos parlamentares do PT. O ex-ministro revirou os olhos e abriu um sorriso ao rebater: "eu até iria, mas não sento em mesa de mensaleiro". A resposta foi o suficiente para que todos sentados à mesa dessem uma risada sonora, enquanto Salles se acomodava na cadeira ao lado dos colegas de sigla.
Uma mão lava a outra
O apoio do PDT à candidatura de Elmar Nascimento (União Brasil) para a presidência da Câmara dos Deputados pode gerar indefinições sobre como o grupo político do parlamentar vai “devolver o favor” para outro baiano no Congresso Nacional. Isto porque a tendência é que os pedetistas precisem de um “empurrãozinho” para que o deputado federal Félix Mendonça (PDT) “mude de sala” e concorra ao Senado em 2026 — cenário adiantado pelo próprio presidente nacional da sigla, Carlos Lupi. O problema é que, dos 12 partidos que possuem cadeiras no Senado, o União Brasil é apenas a 5° sigla com mais assentos (7), o que pode inviabilizar um possível apoio de Elmar ao PDT — que possui 3 assentos —, na décima posição.
O encanto de Léo
O deputado federal Leo Prates (PDT-BA) parece ter ficado feliz da vida com a notícia de que seu partido iria apoiar a candidatura de Elmar Nascimento (União-BA) pra suceder Arthur Lira (PP-AL) na presidência da Câmara em 2025. Na quarta (10), depois que a legenda confirmou a decisão, Prates não desgrudou nem por um segundo do conterrâneo e amigo pessoal. No plenário, o pedetista ficou do ladinho de Elmar, sem sair para nada e completamente serelepe, sem parar de rir.
Bate e volta
Chegado ao fim do período em que Bruno Reis poderia fazer inaugurações em Salvador, agora é a hora dos debates e deboches políticos. O atual prefeito da cidade vem retrucando as falas dos adversários com sorriso no rosto e risadinhas: a última pesquisa Real Big Data colocou o gestor na frente da corrida eleitoral.
Efeito Rosa
A chegada dos debates representará para as campanhas de Bruno Reis e Geraldo Júnior, que encabeçam as candidaturas com maiores apoios partidários, o momento de validar as diferenças entre cada uma delas e, com isso, conseguir votos ou, na pior das hipóteses, tirar o apoio de soteropolitanos aos adversários. Mas ambas terão um pesadelo à vista: Kleber Rosa. O psolista desempenhará a função de franco atirador e já vem dizendo que "tanta faz" também poderia ser associada à dupla de rivais Bruno-Geraldo. A questão ainda não definida é: qual será o peso da atuação de Rosa? O psolista quer chegar ao segundo turno e, para isso, os ataques a Geraldo - o adversário mais próximo nas pesquisas - podem ser o foco inicial.
Cálculos alexandrinos
Uma preocupação dos pré-candidatos a vereador do bolsonarismo em Salvador é a pulverização de votos entre os inúmeros nomes que estão na disputa, quase todos com as mesmas bandeiras. A capital baiana não é exatamente o paraíso do bolsonarismo, daí que o único representante das pautas do ex-presidente na Câmara Municipal tem acendido vela para Bolsonaro, mas tem feito rezas mais fortes para Bruno. No meio em que tantos demonstram fé no bolsonarismo, Aleluia quer mostrar as obras conseguidas como fiel escudeiro do prefeito.
Vale de tudo, até virar encosto
Quem não é visto, não é lembrado! E a ex-vereadora Léo Kret tem levado o ditado à risca. A dançarina, que vai disputar uma cadeira na Câmara Municipal de Salvador (CMS), tem aparecido como uma sombra do prefeito Bruno Reis em eventos na capital baiana. A ativista LGBTQIA+ tem feito questão de aparecer em (todas as) fotos e vídeos ao lado do chefe do Executivo Municipal, tornando-se a atração dos eventos. Será que Léo Kret do Brasil irá ganhar uma segunda chance do povo soteropolitano para retornar a casa legislativa?
Papagaio de pirata
Durante o anúncio do Plano Safra na Bahia, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) conseguiu reunir quase toda a sua cúpula para o evento. Uma deputada baiana, que está bastante queimada nos bastidores, contudo, não saiu de perto do gestor e queria atrair todos os holofotes para si. A peruagem foi grande.
Cadê o dinheiro, prefeito?
Em meio a contínuas reclamações de falta de pagamento a servidores terceirizados da saúde municipal, a Prefeitura de Feira de Santana pode ser instada a encaminhar, ao Poder Legislativo, os extratos bancários que comprovem a efetivação dos repasses financeiros às empresas contratadas.
Bolsonaro, tudo joia?
Os bolsonaristas ficaram em festa após o erro da Polícia Federal, que havia divulgado que Bolsonaro desviou 25 milhões. Depois, a Polícia Federal corrigiu para 6,8 milhões. Para eles, o capitão jamais desviaria 25 milhões. Agora, se forem 6,8 milhões, não é tão grave assim (exceto se for alguém da esquerda). A diferença é que o suposto desvio realizado por Bolsonaro dá para comprar 3 tríplex no Guarujá e ainda sobra R$ 350 mil para um relógio Patek Philippe.