BNews Nordeste
Publicado em 23/06/2026, às 09h12 - Atualizado às 10h15 Reprodução/Instagram Redação Bnews
O artista carioca João Vitor da Costa Minervino, de 25 anos, conhecido profissionalmente como MC Black da Penha, tornou-se réu em um processo judicial no Ceará. A acusação decorre de uma apresentação realizada há cerca de dois meses em Fortaleza, na qual o cantor teria mencionado o chefe de uma organização criminosa em sua letra.
A detenção do MC originou-se de uma operação policial ocorrida em 25 de abril, durante a festa "Black Experience". As autoridades, que já monitoravam o evento sob suspeita de patrocínio por integrantes do Comando Vermelho (CV), utilizaram vídeos do show como prova. Nas filmagens, Black da Penha interpreta a canção "Tropa do Alok", cujo título faz alusão a um líder criminoso local.
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Os advogados do cantor sustentam que a prisão é indevida e que a análise da letra pe baseada em uma "interpretação fictícia" dos agentes. A defesa ressalta em favor da soltura que o artista possui bons antecedentes criminais (réu primário), ocupação lícita e residência fixa, além de que a apresentação ocorreu em um estabelecimento comercial regular, mediante contrato e não em um evento clandestino. Eles também questionam o estado de flagrância, uma vez que a prisão foi efeituada mais de 12 horas após o término do show.
O Ministério Público do Ceará (MP/CE) ofereceu a denúncia em 10 de maio, sendo aceita pela Justiça 11 dias depois. O órgão sustenta que houve apologia ao crime, destacando que:
Apesar do pedido de soltura protocolado recentemente, a ordem de prisão foi mantida sob o entendimento de que a apologia à facção configura crime permanente.
TROPA DO ALOK
"Alok" é o apelido de Ivanildo Sousa Freitas, também conhecido como "Magneto". Ele é dado como um líder da facção nos bairros Bela Vista, Planalto Pici e Rodolfo Teófilo e, segundo a polícia, está foragido no Rio de Janeiro.
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