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Criminoso revela videochamada com líder do CV durante execução de advogada morta por engano

Dois homens estavam presentes no momento do crime; um deles foi preso e o segundo morreu em confronto com a polícia  |  Reprodução / Redes Sociais

Publicado em 21/08/2026, às 11h23 - Atualizado às 12h58   Reprodução / Redes Sociais   Cibele Gentil

A advogada Ana Walesca do Nascimento Gomes, de 33 anos, foi morta por engano após uma ordem do Comando Vermelho (CV) ser entendida de maneira equivocada pelo assassino. A advogada, que é filha de policial civil e sobrinha de policial militar, foi executada a tiros na última terça-feira (18).

Tudo aconteceu enquanto Ana Walesca passeava com seu cachorro no bairro do Benedito Bentes, em Maceió. A polícia afirma que Ana foi morta no lugar de uma outra mulher, que teve ordem de assassinato dada por lideranças da organização criminosa no Rio de Janeiro.

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Arma e drogas sem pagamento

A mulher condenada pelos criminosos e que seria o verdadeiro alvo do atentado era envolvida com o tráfico de drogas na região. Conforme foi relatado, ela havia perdido uma pistola e cerca de 200 gramas de cocaína da facção. Como ela não conseguiu ressarcir o prejuízo à facção, a ordem de execução foi dada.

Entenda o que aconteceu

Dois homens, que não tiveram as identidades reveladas, foram os executores do assassinato. Um deles pilotou a motocicleta enquanto o carona foi o atirador. Um dos homens foi preso e outro foi morto pela polícia.

Logo na quarta-feira (19), o dono e condutor do veículo foi preso e confessou o crime. Conforme foi apurado pela Polícia Civil, o crime foi ordenado e coordenado à distância por um traficante conhecido como "Rafinha 99", que é apontado como liderança do CV no Rio de Janeiro.

O suspeito informou à polícia que cobriu a placa da moto para evitar ser pego pelos radares e detalhou todo o percurso feito. Segundo relatou, os dois receberam a foto da mulher que deveriam executar e foram orientados por quais ruas deveriam seguir para chegar até o local.

O homem falou que ao subir na moto, o atirador fez uma videochamada com Rafinha, que passou a coordenar a ação. Ele também contou que, ao chegarem na rua que achavam ser a que a mulher morava, o atirador desceu da moto e efetuou o primeiro disparo pelas costas de Ana Walesca.

Durante a ação, o próprio Rafinha teria percebido o engano e que aquela seria a mulher errada. No entanto, o atirador continuou efetuando os disparos, atingindo as costas e na nuca. Quando ela caiu, o atirador deu mais um disparo na cabeça.

Durante o interrogatório, o suspeito também falou que não sabiam quem era a mulher que estava sendo executada naquele momento. Eles teriam tomado conhecimento de que ela era advogada e filha de policial apenas depois, através das redes sociais.

Atirador morto

Após ser identificado como Cleto Marques Luz, o atirador passou a ser procurado pela polícia. Uma operação foi realizada na manhã de quinta-feira (20). O suspeito foi localizado em casa e tentou reagir à prisão atirando contra os agentes. Ele foi atingido durante a troca de tiros e morreu ainda no local.

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