BNews Nordeste
Publicado em 29/07/2026, às 14h57 - Atualizado às 14h57 Tatiana Ribeiro/ Bnews Bernardo Rego
O que deveria ser algo normal e natural enfrenta uma dificuldade na Ilha de Fernando de Noronha, em Pernambuco. Os partos na localidade são proibidos desde 2004 em virtude da falta de estrutura no único hospital que existe.
Diante disso, 174 gestantes foram levadas para a capital do estado entre 2024 e julho de 2026 para a realização dos partos. Apenas neste ano, a Administração da Ilha gastou R$ 346.018,26 com passagens aéreas, hospedagem e alimentação das mães e dos acompanhantes. Os dados foram divulgados pelo governo local.
Diante da impossibilidade de realização de partos, as gestantes que residem na Ilha são tranferidas para Recife ao completar 28 semanas de gravidez.
Segundo a Assessoria de Comunicação da Administração da Ilha, o número de gestantes encaminhadas ao Recife para dar à luz foi:
2024: 60 partos;
2025: 74 partos;
Até julho de 2026: 40 partos.
Os gastos registrados no primeiro semestre de 2026 foram:
Janeiro: R$ 29.354,47;
Fevereiro: R$ 41.583,64;
Março: R$ 58.844,44;
Abril: R$ 77.046,73;
Maio: R$ 90.802,19;
Junho: R$ 48.386,79.
Fernando de Noronha tem apenas o Hospital São Lucas, que é de média complexidade. A ilha não possui maternidade nem Unidade de Terapia Intensiva (UTI). De acordo com protocolo do Ministério da Saúde, os partos só podem ser realizados apenas em maternidades com equipes especializadas.
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