BNews Nordeste
Publicado em 15/09/2026, às 09h57 - Atualizado às 10h15 Vitor Dutra/Divulgação Redação Bnews
Dois paranaenses foram presos suspeitos de aplicar golpes envolvendo falsas entrevistas de emprego no Recife, em Pernambuco. De acordo com a Polícia Civil, as vítimas eram convencidas a fornecer dados pessoais e uma imagem do próprio rosto, que seria utilizada pelos criminosos para acessar as contas bancárias delas. Quatro casos foram registrados, com prejuízo superior a R$ 500 mil.
Segundo o delegado Ernesto Novaes, o caso chegou ao conhecimento da Polícia Civil em 31 de julho, após uma vítima registrar um boletim de ocorrência relatando que havia sido atraída para uma suposta entrevista de emprego em uma sala de coworking. O episódio é investigado pela Delegacia do Rio Branco, no bairro do Recife, na região central da cidade.
“Uma vítima tinha sido chamada a uma entrevista de emprego e, nessa entrevista de emprego, tiraram uma selfie do seu rosto, pediram que desligasse o celular e, a partir daí, deram início ao golpe, em que ela acabou perdendo R$ 120 mil. Nossa equipe tomou conhecimento dos fatos, eu instaurei um inquérito policial e passamos a monitorar essa situação”, contou o delegado Ernesto.
A investigação apontou que o grupo criminoso utilizava informações disponíveis em redes sociais voltadas para relações profissionais, como o LinkedIn, para selecionar possíveis vítimas. As pessoas eram atraídas por propostas de emprego com salários de até R$ 38 mil, além de benefícios.
“As vítimas eram contatadas pelos criminosos, compareciam nessas entrevistas, onde era entregue um formulário extenso para ser preenchido. Em regra, pediam para desligar os celulares e, daí por diante, o entrevistador alegava que precisava tirar uma selfie dessa vítima para poder iniciar o cadastro. E nisso, a vítima, depois que ligava novamente o seu aparelho, começava a receber mensagens da sua instituição financeira”, completou.
De acordo com a corporação, a primeira prisão ocorreu em 6 de agosto, quando os investigadores identificaram que uma sala de coworking havia sido alugada novamente pela quadrilha para aplicar o mesmo golpe.
Desta vez, o crime não foi concluído porque a vítima desconfiou do pedido para desligar o celular. Ao ir ao banheiro, ela se deparou com mensagens do banco informando uma tentativa de alteração da senha por meio de reconhecimento facial. A vítima deixou o local e acionou a polícia.
Até o momento, como os nomes dos suspeitos não foram divulgados, não foi possível confirmar o resultado das audiências de custódia nem se eles permanecem presos ou responderão ao processo em liberdade.
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