Uma testemunha do acidente no qual os dois irmãos Emanuel e Emanuelle, 22 e 24 anos, morreram após se chocarem contra um poste na Ondina, é fundamental para reforçar a tese da defesa do advogado da família das vítimas e do Ministério Público. Esta testemunha, cujo prenome é Felipe, afirmou em depoimento exclusivo feito no programa Se Liga Bocão, da Record Bahia, na tarde desta terça-feira (15), que "ela jogou o carro em cima deles. Eu vi tudo. Até agora a cena não sai da minha cabeça. Eles voaram. Ela acelerou", contou, já relatando o exato momento do acidente ao observar as imagens do circuito da Secretaria de Segurança Pública (SSP). "Meu carro era o primeiro da fila do lado oposto. Vi exatamente o momento em que a moto passou e o carro dela veio atrás em alta velocidade. Foi possível ouvir o ronco do motor, ela trocando as marchas e acelerando. Vi eles voando e batendo no poste. Parei meu carro no meio da rua e fui até eles. Ele ainda respirava. Ela nem se mexia mais. Aí me desesperei e a polícia chegou. Foi quando precisei voltar para o carro que estava no meio da pista e se formou a aglomeração. Foi terrível. Nunca vi algo assim em minha vida", contou.
Na manhã de hoje, a família já obteve a primeira conquista. A Justiça decretou a prisão preventiva da médica Kátia Vargas, de 45 anos, acusada de cometer o crime. A Justiça não acatou o pedido de liberdade provisória e determinou a prisão temporária dela. Ou seja, ela sai do hospital e vai direto para a prisão e aguaduar o processo presa", afirmou, com exclusividade ao Bocão News, o advogado da família dos irmãos, Daniel Keller.
A Justiça, além de
decretar a prisão preventiva da médica acusada de assassinar os jovens na última sexta (11), no bairro da Ondina, determinou também que o Hospital Aliança informe em um prazo máximo de 24h o real estado da acusada. "Um oficial da Justiça será enviado ao hospital para que se cumpra a determinação e, caso não haja este cumprimento, os responsáveis pelo atendimento a ela podem responder por desobediência e favorecimento pessoal", afirmou o advogado Daniel Keller, que defende a família das vítimas.
O caso
Classificação Indicativa: 18 anos