Polícia
Publicado em 08/08/2026, às 09h45 - Atualizado às 09h46 Google Street View Lucas Pacheco
Duas adolescentes estudantes de uma escola municipal da cidade de Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife, denunciaram terem sido vítimas de estupro coletivo dentro da sala de aula. Os crimes ocorreram mais de uma vez e o último foi na última segunda-feira (03). As meninas, de apenas 14 anos, afirmaram que colegas de sala foram os autores dos ataques.
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A advogada Luanny Porto, que representa as jovens, disse que as violências sexuais foram acompanhadas de sessões de outras agressões físicas. Durante o intervalo, elas teriam sido trancadas na sala de aula ondem estavam lanchando.
Elas levaram rasteira, socos, tiveram a boca fechada para que não gritassem", relatou.
As jovens ainda foram ameaçadas para não procurarem por socorro.
Ambas relatam que não só elas foram ameaçadas, mas os suspeitos também disseram que matariam membros de sua família caso a história fosse adiante", disse.
A Polícia Civil de Pernambuco, que investiga a denúncia, confirmou o caso. E os crimes só chegaram ao conhecimento das autoridades de segurança pública após a mãe de uma das meninas procurar a polícia depois de descobrir as violências. Com o primeiro relato, a segunda vítima, que havia sido atacada semanas antes, se sentiu encorajada e também decidiu denunciar.
As duas registraram Boletim de Ocorrência (BO) na 14ª Delegacia da Mulher, em Pontezinha, no Cabo de Santo Agostinho. Depois, passaram por exames sexológicos no Instituto de Medicina Legal (IML).
Suposta omissão da escola
A advogada relatou também que uma das meninas teria tentado buscar apoio da escola e a diretora da instituição teria prometido oferecer suporte imediato, mas não procurou a família da menor.
Isso causa muita revolta em nós", diz.
Uma das jovens teve uma crise de ansiedade dentro escola e quando a mãe chegou ao local, foi informada sobre a violência. Logo depois, as duas famílias pediram a transferência das adolescentes para outros estabelecimentos escolares e, até o momento, elas estão afastadas das aulas, aguardando a transferência e recebendo acompanhamento do Conselho Tutelar.
Embora o caso já esteja sob responsabilidade da Polícia Civil de Pernambuco e medidas para afastá-las dos agressores já tenham sido adotadas, as duas meninas ainda convivem com medo por causa das ameaças que receberam.
Ainda de acordo com a advogada Luanny Porto, caso sejam responsabilizados, os colegas de sala poderão ser punidos com sanções socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A nossa prioridade agora, acima de tudo, é garantir a proteção e o suporte psicológico para essas meninas", pontuou.
O que diz a Secretaria Municipal de Educação
A Secretaria Municipal de Educação do Cabo de Santo Agostinho, em nota, afirmou que instaurou um procedimento administrativo para apurar os fatos e que as medidas cabíveis foram adotadas desde que a escola tomou conhecimento da denúncia.
O caso está sendo acompanhado em articulação com o Ministério Público, o Conselho Tutelar e as demais autoridades responsáveis pela investigação", disse o órgão.
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