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Polícia

Audi, BYD e Honda: Suspeito de integrar esquema de venda de drogas pelo Instagram mantinha carros de luxo no nome da avó

Investigação revela que Erick utilizava carros de luxo no nome da avó e contas de terceiros para ocultar movimentações financeiras ilícitas  |  Reprodução

Publicado em 25/09/2026, às 09h51 - Atualizado às 11h05   Reprodução   Redação BNews

Erick Castro Gusmão Seixas, principal alvo da Operação Iceberg, que investiga um esquema de tráfico de drogas voltado para consumidores de alto poder aquisitivo, teria usado o nome da avó para registrar veículos de alto padrão. Ele foi preso nesta quinta-feira (24), apontado como responsável por vender maconha pelas redes sociais.

Segundo as investigações, Erick mantinha um padrão de vida elevado e usava os carros de luxo para esconder a origem dos recursos. Entre os veículos apreendidos pela Polícia Civil estão modelos como Audi A4 e Q3, BYD Song Plus GS DM, Honda CR-V Touring, Volkswagen Amarok, Jeep Compass e Chevrolet Tracker. Os automóveis são avaliados em mais de R$ 1,1 milhão.

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De acordo com a polícia, Erick teria movimentado mais de R$ 9,6 milhões ao longo de cinco anos. Foram identificadas mais de 16,6 mil transações bancárias para distribuir o valor.

Na tentativa de dificultar o rastreamento do dinheiro, o grupo teria recorrido a contas de terceiros, empresas e pessoas interpostas. A Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 200 milhões em bens e recursos dos investigados.

Outros envolvidos no esquema

O grupo criminoso tinha uma estrutura bem montada para vender as drogas. Theo Macedo e Dantas, apontado como principal fornecedor de drogas para Erick, teria utilizado uma empresa inativa registrada em nome da própria mãe. As investigações apontam que ele movimentou R$ 621.489,73.

Outro jovem, identificado como Matheus Ribeiro Mello do Nascimento, também teria recorrido a terceiros para movimentar valores ilícitos. A polícia apontou que ele utilizava contas de outras pessoas para realizar e receber pagamentos e chegou a usar um veículo registrado em nome do pai.

Vendas pelas redes sociais

A principal ferramenta para venda das drogas era o Instagram. Segundo a Polícia Civil, entre os compradores estavam pessoas com alto poder aquisitivo, incluindo empresários, advogados e médicos.

Os pagamentos eram feitos principalmente por Pix, enquanto empresas e contas de terceiros seriam usadas para dificultar a identificação da origem dos valores.

Erik Castro Gusmão Seixas
Luan Costa da Silva
Marco Antonio Cavalcanti de Azevedo Lopes
Theo Macedo e Dantas
Laisa Franca Lacerda
Marcelo Botelho Reis
Matheus Ribeiro Mello do Nascimento
Luccius Magno Fernandes Neiva Gomes
Tyago de Assis Conceição
Guilherme Rodrigues de Oliveira
Robson Siqueira Reis

Quem são os alvos da operação

Erik Castro Gusmão Seixas é apontado como principal alvo da operação. Segundo a investigação, traficava diferentes variedades de maconha de forma profissionalizada pelo Instagram. Para ocultar valores, utilizava uma empresa individual de fachada, contas de terceiros e o nome da avó para registrar veículos de alto padrão. Também teria negociado arma de fogo. Erik foi alvo de prisão preventiva e prisão em flagrante com drogas.

Luan Costa da Silva é apontado como traficante de drogas em grande escala no interior da Bahia, com atuação em Santo Antônio de Jesus. A investigação aponta que negociou a venda de uma pistola Glock com Erik e administrava a logística de remessas de grandes quantidades de drogas, usando contas e linhas telefônicas de terceiros.

Marco Antonio Cavalcanti de Azevedo Lopes é apontado como traficante regional em Vitória da Conquista e cidades vizinhas. Segundo a investigação, fornecia orientações técnicas a Erik para esconder cargas, incluindo o acondicionamento de drogas a vácuo dentro de potes de creme para dificultar a identificação do odor durante o transporte.

Theo Macedo e Dantas é apontado pela investigação como o principal fornecedor de entorpecentes do esquema. Ele foi o maior remetente de valores entre os investigados, com R$ 621.489,73 movimentados.

Laisa Franca Lacerda é investigada por disponibilizar a própria residência para armazenamento e retirada de drogas por compradores. Também teria atuado na pulverização financeira do grupo, movimentando mais de R$ 180 mil por meio de contas pessoais e de uma empresa de fachada.

Marcelo Botelho Reis foi preso em flagrante com arma de fogo. A investigação aponta indícios de aquisição de drogas para revenda. Marcelo teria movimentado mais de R$ 46 mil com Erik e possui histórico criminal, incluindo prisões anteriores por tentativa de aquisição de “heroína caipira”.

Matheus Ribeiro Mello do Nascimento é apontado como alguém que passou de comprador a revendedor. Segundo a investigação, intermediava compras para terceiros e procurava fontes de abastecimento no Paraguai. O tráfico ocorreria na própria residência, com utilização do veículo do pai e de contas de terceiros para dissimular pagamentos.

Luccius Magno Fernandes Neiva Gomes foi preso na zona rural de Jaguaripe. Segundo a investigação, ele é suspeito de atuar na lavagem de capitais por meio de uma empresa de fachada, identificada como “Grupo Thor”.

Tyago de Assis Conceição foi preso no sistema prisional de Sergipe. É apontado como fornecedor de drogas. Segundo a investigação financeira, apresentava um padrão considerado invertido nas transações, recebendo de Erik valores superiores aos que pagava. O CPF de Tyago está vinculado à empresa Xalove Mouse, inapta desde 2022. O investigado também é alvo de outra investigação de combate ao tráfico, a Operação ZIMMER.

Guilherme Rodrigues de Oliveira é sócio único da empresa Metalnor, também identificada como “Gold Auto Peças”. Segundo a investigação, apresentou o maior volume individual de movimentação financeira, de R$ 281.715,40. Diligências apontaram que a empresa seria de fachada e não manteria atividade real desde 2023, sendo utilizada para integração e dispersão de recursos investigados como ilícitos. Até o momento, não foi identificado vínculo direto com a comercialização de entorpecentes.

Camila Ingrid Dourado Bezerra é apontada como namorada do alvo Luccius Magno Fernandes Neiva Gomes. Foi presa em flagrante depois que uma grande quantidade de drogas foi encontrada em sua residência.

Robson Siqueira Reis teve um mandado de prisão cumprido. Até o momento, detalhes sobre a função atribuída a Robson dentro do grupo é desconhecido.

Classificação Indicativa: Livre


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