Polícia

Cão Orelha: Delegado investigado por abuso de autoridade no caso deixa o cargo para alavancar carreira política

Delegado ganhou notoriedade nacional após caso de maus-tratos e morte brutal do Cão Orelha  |  Divulgação / PC-SC

Publicado em 19/02/2026, às 17h13   Divulgação / PC-SC   Cauan Borges

O delegado Ulisses Gabriel, da Polícia Civil de Santa Catarina (PC-SC), deve deixar o cargo na segurança pública para se dedicar à carreira política. Ulisses é pré-candidato a deputado estadual pelo Partido Liberal (PL).

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Ulisses esteve à frente da corporação por pouco mais de três anos, após assumir o posto em janeiro de 2023. Natural de Turvo, em Santa Catarina, ingressou na Polícia Civil em 2007 e acumulou passagens por diversas unidades ao longo da carreira.

O delegado ganhou visibilidade em todo o país após repercussão de um caso envolvendo maus-tratos a um animal, o cão comunitário Orelha, que gerou forte comoção pública em todo o Brasil no início deste ano. Desde então, Ulisses manteve presença constante nos noticiários nacionais.

➡️ PRÉ-CANDIDATO | Após polêmica do cão Orelha, delegado se afasta para fazer campanha

Ulisses Gabriel é pré-candidato a deputado estadual. O nome dele ganhou projeção nacional, em janeiro deste ano, com o caso do cão Orelha

Leia na coluna de @mirelle_appic.twitter.com/waNn720vbX

— Metrópoles (@Metropoles) February 19, 2026

A saída do comando ocorre em meio à preparação para as eleições, movimento comum entre ocupantes de cargos públicos que pretendem disputar mandatos. Paralelamente, Ulisses Gabriel é alvo de um procedimento preparatório instaurado pelo Ministério Público de Santa Catarina.

A apuração é conduzida pela 40ª Promotoria de Justiça, responsável pelo controle externo da atividade policial, e busca verificar se há elementos para abertura de um inquérito civil.

De acordo com o Ministério Público, o procedimento foi motivado por diversas representações que questionam a conduta do delegado durante as investigações. Entre os pontos analisados estão possíveis casos de abuso de autoridade, violação de sigilo funcional e eventual prática de improbidade administrativa.

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