Polícia
Publicado em 14/08/2026, às 05h00 Reprodução | Redes Sociais Redação Bnews
Ela ainda tinha um longo caminho a percorrer, mas teve essa caminhada interrompida aos 14 anos, após ter sido morta dentro da sua própria casa. Três anos se passaram e o processo sobre a morte de Hyara Flor Santos Alves, ocorrida no dia 06 de julho de 2023, em Guaratinga, no extremo sul da Bahia, segue tramitando na Justiça.
A adolescente cigana, executada com um tiro no queixo, havia se casado no mês de maio do mesmo ano. Na época, familiares do companheiro de Flor alegaram que o disparo tinha sido feito acidentalmente pelo cunhado da vítima, uma criança de 9 anos. Esses primeiros indícios, entretanto, foram contestados pela família da vítima, que apontou o adolescente, marido de Flor, como autor do crime.
Companheiro apreendido em outro estado
Ainda em julho de 2023, o marido de Hyara Flor, que também tinha 14 anos, chegou a ser apreendido por suspeita de ter atirado contra a esposa. Na época, ele foi encontrado na casa de famíliares no estado do Espírito Santo. Um mês depois, foi liberado após o primeiro inquérito policial apontar que o tiro foi realmente efetuado de maneira acidental pela criança de 9 anos.
Perícia da arma e necropsia do corpo
No imóvel onde ela foi morta, as equipes policiais encontraram uma pistola calibre 380, com dois carregadores e munições. Além da perícia dos itens apreendidos, foi feito o exame de necropsia no corpo da jovem, no qual apontou que o disparo fez com que ela asfixiasse no próprio sangue.
Reviravolta do caso após nova perícia
A família de Hyara e o Ministério Público da Bahia (MPBA) contestaram a versão de que a Hyara tinha sida morta acidentalmente. Em decorrência das contestações, novas análises foram feitas pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT) e o caso ganhou novos desdobramentos após a perícia ter encontrado o perfil genético do marido na arma que vitimou a jovem.
Com esses laudos, um novo mandado de busca, apreensão e internação provisória foi cumprido pela Polícia Civil contra o jovem, em agosto de 2024. Na época, ele foi encontrado no bairro Quintas do Sul, no município de Itapetinga, indiciado pelo ato infracional análogo ao crime de feminicídio, e levado para a Comunidade de Atendimento Socioeducativo (Case) de Vitória da Conquista.
Em setembro - também de 2024 - o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) sentenciou o jovem à internação por prazo indeterminado.
O que diz O MP-BA?
A reportagem do BNews procurou o Ministério Público da Bahia para saber atualizações sobre as investigações que apuram a motivação e real autoria do assassinato da jovem e, por meio de nota, o órgão informou que o processo está tramitando de forma regular (normalmente) na Vara de Guaratinga.
Ainda no posicionamento, o MP esclareceu que não pode conceder mais informações, pois o caso corre sob segredo de Justiça.