Polícia
Publicado em 21/08/2026, às 08h59 Reprodução/ Redes Sociais Redação Bnews
A criança de 4 anos, identificada como Samylle Valentina Borba Ramiro, que foi morta pelo tio Nicolas Gabriel Almeida Staubus, 22 anos, confessou o crime em depoimento à Polícia Civil.
Segundo a delegada responsável pelo caso, Alice Fernandes, a criança chamava o tio de pai. O atestado de óbito confirmou a causa da morte como politraumatismo. De acordo com a polícia, Samylle Valentina Borba Ramiro estava morando com os tios desde julho após autorização do Conselho Tutelar.
"Ele [o suspeito] confirma a alegação de que a menina chamava inclusive ele de pai. Ele confessou agressão que levou à morte. Confessou palmadas, que, em decorrência, ela piorou, chegou sem vida na UPA. Considerando que é uma menina de 4 anos, a partir do momento que um adulto desfere uma agressão, ele aceita o risco de causar morte. Em razão de todo esse contexto que ele assume o resultado morte, é homicídio doloso", disse a delegada Alice Fernandes. As informações são do G1.
A criança foi leva a uma UPA para atendimento na madrugada da última segunda-feira (17), mas já chegou ao local sem vida. A criança apresentava manchas roxas pelo corpo.
“Como a criança apresentava diversas lesões, não sabemos o tempo dessas lesões. Só a perícia vai poder afirmar. São lesões na cabeça, nas nádegas, nas pernas”, contou a delegada.
O Ministério Público do Rio Grande do Sul se manifestou favorável à prisão preventiva do autor do crime em virtude da "extrema gravidade concreta dos fatos investigados". A medida foi decretada pela Justiça e cumprida na quinta-feira (20).
O órgão lamentou o ocorrido e diz estar acompanhando de perto as investigações. “Lamentamos profundamente a morte de Samylle e chamamos a atenção para o fato de que esses crimes acontecem, em sua maioria, no ambiente familiar. Por isso, destacamos a importância de que a sociedade, incluindo vizinhos, familiares, escolas e pessoas próximas, denuncie sempre que houver a mínima suspeita”, pontua a coordenadora do Centro de Apoio Operacional da Educação, Infância e Juventude, Cristiane Corrales.
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