Polícia

Mistério e revolta: Menina de 4 anos morre com lesões na cabeça, pernas e nádegas

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Menina de 4 anos deu entrada em UPA durante a madrugada desta segunda-feira (17)  |   Bnews - Divulgação Reprodução/ RBS TV
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 18/08/2026, às 08h37



Uma criança de 4 anos, identificada como Samylle Valentina Borba Ramiro, deu entrada na segunda-feira (17), já sem vida, na UPA Bom Jesus, em Porto Alegre, com manchas roxas espalhadas pelo corpo. O caso é investigado pela Polícia Civil.

“Como a criança apresentava diversas lesões, não sabemos o tempo dessas lesões. Só a perícia vai poder afirmar. São lesões na cabeça, nas nádegas, nas pernas”, informou a delegada da 3ª Delegacia de Proteção à Crianças e ao Adolescente Alice Fernandes em entrevista ao G1.

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Os laudos periciais vão auxiliar para indicar quando as lesões foram causadas, enquanto a investigação policial vai esclarecer o responsável pelas lesões. “Os médicos narraram sinais visíveis de agressão, algumas marcas no corpo da vítima e aventaram inclusive a hipótese de que poderia haver algum tipo de violência de curso sexo-fóbico”, acrescentou a delegada.

A tia da criança que a levou até a UPA e já prestou depoimento à polícia. "A menina foi para o quarto dormir. Quando a tia passou, a menina estava na cama, dormindo. Viu que ela apresentava uma espuma pela espuma, como se estivesse convulsionando”, contou a delegada.


A tia de Samylle disse à polícia que a menina estava morando com ela e conforme informações do Conselho Tutelar, a guarda provisória da criança foi concedida pela tia no início de julho.

Em nota, a Defensoria Pública confirmou que foi procurada pela tia na última quinta-feira (13), "direcionada pelo Conselho Tutelar, por impossibilidade de exercício da guarda pela mãe."

“Até setembro, este conselho fez visita na casa da avó, noticiou a avó, encaminhou para o CREAS, para os serviços de saúde, chamamos a mãe que não estava mais com o suposto abusador. Quando chegou o Judiciário e atuou, e a gente não foi provocado, para nós tudo estava seguindo seu curso natural", afirmou o coordenador-geral dos Conselhos Tutelares de Porto Alegre, Leandro Barbosa da Silva.

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