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Polícia

Chefão de "consórcio do tráfico" desfilava com coleção de relógios de luxo, incluindo Rolex de R$ 40 mil

Traficante usava relógios de luxo como símbolo de riqueza; esquema envolvia empresas de fachada para lavagem de dinheiro  |  Reprodução

Publicado em 24/10/2026, às 13h19   Reprodução   Cibele Gentil

Um traficante, preso pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) nesta sexta-feira (23), costumava desfilar exibindo uma valiosa coleção de relógios luxuosos, entre eles um Rolex avaliado em cerca de R$ 40 mil. O criminoso, apontado como uma das mentes por trás de um elaborado “consórcio do tráfico”, usava as peças importadas como símbolo de riqueza.

Durante a Operação Consortium, deflagrada pela PCDF para desarticular a organização criminosa responsável por abastecer revendedores locais com entorpecentes vindos de outros estados, os agentes cumpriram 14 mandados de busca e apreensão. Quatro homens, já identificados como integrantes do grupo, foram os alvos centrais da ação ocorrida nas localidades de em Samambaia, Sol Nascente e Taguatinga.

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Consórcio do tráfico

As investigações começaram em junho de 2025, quando a equipe da 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia Norte) prendeu um homem que controlava a venda de drogas na região. As apurações revelaram que a droga vendida no bairro vinha de uma rede estruturada e com grande capacidade de articulação financeira e logística.

A engenharia do chamado “consórcio da droga” funcionava em quatro etapas bem definidas, conforme foi descrito no site Metrópoles. Primeiro, ocorria o rateio de custos; traficantes locais transferiam recursos a um núcleo encarregado da compra e logística.

Depois, o grupo comprava entorpecentes fora do DF e organizava o transporte rodoviário, usando chácaras da região como pontos de apoio para guardar a droga. Por fim, era fracionado e repassado aos “sócios” do consórcio para distribuição e venda final.

Reprodução
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Lavagem de dinheiro

As apurações também revelaram um sofisticado mecanismo de lavagem de dinheiro. O bando utilizava empresas de fachada para ocultar a origem do capital ilícito e quitar dívidas com os fornecedores.

Uma das empresas sob investigação, registrada como uma loja de peças automotivas, chamou a atenção ao movimentar R$ 1,3 milhão em apenas dois meses. A apuração verificou que o endereço não possuía sede física nem estrutura compatíveis com o volume de vendas declarado.

Os envolvidos responderão pelos crimes de tráfico de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Somadas, as condenações podem variar de 11 a 33 anos de reclusão.

Classificação Indicativa: Livre


Tagsconsórciorelógiosrolextráficoluxo

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