Polícia

Cinco empresários na mira da polícia teriam movimentado R$ 15 bilhões para o PCC; saiba quem são

Entre os procurados estão Beto Louco e Primo, denunciados por lavagem de dinheiro e falsidade ideológica no setor de combustíveis.  |  Montagem/BNews/Pedro França/Agência Senado

Publicado em 17/09/2026, às 10h14   Montagem/BNews/Pedro França/Agência Senado   Redação BNews

Uma força-tarefa montada pelas polícias Federal, Civil e Militar de São Paulo tenta localizar cinco homens apontados como integrantes da estrutura financeira do Primeiro Comando da Capital (PCC). Juntos, eles teriam movimentado pelo menos R$ 15 bilhões por meio de esquemas utilizados para ocultar patrimônio e lavar dinheiro.

Entre os procurados estão Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco, e Mohamad Hussein Mourad, o Primo. Os dois foram denunciados pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) por crimes relacionados à lavagem de dinheiro e falsidade ideológica no setor de combustíveis. As informações são do UOL.

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As suspeitas contra eles surgiram a partir da Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto de 2025. Segundo o MP-SP, a investigação identificou uma complexa estrutura financeira que utilizaria empresas de fachada, fintechs e fundos para movimentar valores e dificultar a identificação dos verdadeiros donos dos recursos.

O esquema investigado também envolveria uma suposta fraude tributária. De acordo com os promotores, empresas ligadas ao grupo teriam utilizado a sonegação de ICMS como parte do modelo de funcionamento, causando prejuízo de mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos paulistas.

Ligação com o PCC

Além de Beto Louco e Primo, Leonardo Meirelles e Amjad Ahmad também são procurados. Os dois foram denunciados por associação com organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Para o Ministério Público, Meirelles estaria ligado à criação de uma estrutura financeira que teria sido usada por integrantes do PCC para movimentar recursos de origem ilícita. A promotoria descreve o sistema como um "Banco do Crime" e afirma que ele teria permitido esconder a origem e a propriedade de valores relacionados ao tráfico de drogas e a outros delitos.

Ao todo, Meirelles, Ahmad e outros 17 investigados são acusados pelo MP-SP de atuar na promoção e no financiamento da facção. A promotoria também pediu que os denunciados sejam condenados ao pagamento de R$ 10 milhões, a título de indenização mínima por danos morais coletivos e sociais.

Outro nome que aparece entre os procurados é o do empresário Victor Henrique Shimada. Ele foi alvo da Operação Exchange, da Polícia Federal, deflagrada em julho deste ano, e também sofreu sanções do governo dos Estados Unidos.

Segundo a PF, Shimada teria movimentado mais de R$ 10 bilhões em recursos associados ao PCC por meio de sua empresa, a Victory Trading Intermediação de Negócios. As autoridades norte-americanas também apontam o empresário como uma ligação entre integrantes da facção que atuam na Flórida e traficantes internacionais.

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