Polícia
Publicado em 07/05/2025, às 08h43 Divulgação Redação Bnews
Três servidores da Guarda Civil Municipal de Araras, cidade do interior paulista distante 168 km da capital, são investigados por suposto envolvimento com uma célula do Comando Vermelho (CV) atuante na região. Entre os acusados estão dois comandantes e um subordinado.
De acordo com publicação do site Metrópoles, a Justiça decretou as prisões do subcomandante Anilton dos Santos, que está foragido, e do guarda Denis Davi de Lima. O atual comandante da GCM, Daniel Ponessi Alves, não teve prisão decretada.
Denis Lima foi detido em um hotel de Gramado, no Rio Grande do Sul, durante a Operação Hitman, deflagrada nesta segunda-feira (5). De acordo com a Polícia Civil, o grupo tinha como uma das missões assassinar membros do Primeiro Comando da Capital (PCC). Além dos GCMs, a célula da maior facção criminosa fluminense contava com apoio de policiais militares. Três foram presos durante a operação.
A operação Hitman revelou que o objetivo dos criminosos ligados ao CV era assumir o controle da chamada “Rota Caipira”, usada para o transbordo de armas e, principalmente, da cocaína produzida na Bolívia e Colômbia. Além de matar os rivais do PCC, o grupo ligado ao CV também está envolvido com roubos, tráfico de drogas e de armas, corrupção ativa e passiva e clonagem de veículos.
Em nota enviada ao site Metrópoles, a Prefeitura de Araras afirmou que os três GCMs foram afastados preventivamente de suas funções. O governo municipal acrescentou ter prestado apoio durante a Operação Hitman e disse seguir à disposição para colaborar com a investigação.
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