Justiça

Servidores do judiciário baiano ameaçam fazer greve; saiba o motivo

Anderson Ramos / Bnews
Presidente do Sinpojud destaca a falta de reajustes salariais há oito anos e a urgência da aprovação do PCCV para a categoria.  |   Bnews - Divulgação Anderson Ramos / Bnews

Publicado em 06/05/2025, às 17h34   Anderson Ramos e Héber Araújo



O presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado da Bahia (Sinpojud), Manuel Suzart, declarou que, nesta quarta-feira (7), acontecerá uma assembleia dos servidores judiciários, onde será definido se a categoria entrará em greve sem prazo para acabar. Segundo Suzart, a greve busca reivindicar à aprovação do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) da categoria. A definição se haverá uma greve, ou não, será decidida na assembleia de amanhã.

“Estamos aqui na Assembleia Legislativa justamente aguardando um funcionamento em relação ao nosso projeto de lei 25.491 de 2024, que nós estamos requerendo apenas os reajustes lineares dos 8 anos que nós não obtivemos. É algo justo que nós estamos requerendo”, disse, entrevista ao BNews.

O presidente do Sinpojud ainda revelou que, ao chegar na AL-BA, descobriu que, no último dia 30 de abril, foi dada entrada do plano de cargos e salários do Ministério Público e que em breve será votado. Para ele, tal ação é um "desrespeito" com a com os servidores públicos que a oito anos não tem reajustes salariais. “Uma pauta tremenda de respeito com os servidores do nosso poder judiciário, o que inflama mais ainda essa questão da assembleia de amanhã”.

Suzart ainda afirmou esperar ter uma conversa com a presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, a Desembargadora Cynthia Maria Pina Resende. Segundo ele, a conversa pode ser crucial para evitar a greve e conquistar as reivindicações, visto que, uma greve pode causar diversos prejuízos a população. Vale lembrar que o Sinpojud possuo cerca de sete mil servidores judiciários filiados. O Segundo o Sindicato dos Servidores dos Serviços Auxiliares do Poder Judiciário do Estado da Bahia (Sintaj), que possui dois mil filiados, já está em greve.

Ao ser questionado sobre as possíveis consequências da greve, Suzart afirmou que as questões mais emergenciais, como certidões de óbito, alvarás e demais questões prioritárias continuarão sendo cumpridas. Mas, mesmo assim, ainda terão grandes impactos em todo o sistema. “Vai ser um impacto grande na sociedade. Mas acreditamos que isso se resolva o quanto antes para evitar que chegue uma situação extrema dessa”, concluiu.

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