Polícia

Conheça a Tren de Aragua, facção da Venezuela que fornece fuzis, metralhadoras e armamentos pesados ao PCC e CV no Brasil

A prisão de um integrante da facção Tren de Aragua no Rio de Janeiro revela a expansão do grupo criminoso no Brasil  |  Ilustrativa | Alberto Maraux

Publicado em 18/06/2026, às 05h00   Ilustrativa | Alberto Maraux   Redação Bnews

A prisão de um integrante da facção Tren de Aragua, originária na Venezuela, ocorrida na terça-feira (16),no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro (RJ), trouxe à tona a expansão do grupo em território nacional.

Considerada a maior organização criminosa transnacional da Venezuela, a Tren de Aragua já está presente em alguns estados do Brasil, levando as forças de segurança a realizarem trabalhos de campo e inteligência para enfraquecer as estruturas financeiras, logísticas e operacionais do bando.

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Um dos exemplos foi a deflagração da Operação Rota do Norte, na terça-feira (16), coordenada pela Polícia Civil do Estado de Roraima (PCRR) para cumprir  55 mandados judiciais contra integrantes do grupo que estão distribuídos nos estados do Amazonas, Roraima, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná. Destes 55, 25 foram mandados de prisão preventiva, sendo 18 contra venezuelanos e sete contra brasileiros.

 A facção fazia de Roraima a rota principal para o envio de armamentos vindos da Venezuela, Colômbia e Estados Unidos e que, posteriormente, eram entregues para organizações criminosas presentes principalmente no Amazonas e no Rio de Janeiro.

 Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), investigações revelaram que a Tren Aragua mantinha atuação estratégica no fornecimento de armas de grosso calibre para organizações criminosas instaladas em diversas regiões do Brasil. 

"Entre os armamentos comercializados pelo grupo estão fuzis, metralhadoras calibre .50 e lança-granadas, equipamentos de elevado poder destrutivo frequentemente utilizados em confrontos envolvendo facções criminosas. As apurações também apontam que integrantes do núcleo investigado forneciam armamentos a outras organizações criminosas, incluindo membros do Comando Vermelho (CV) com atuação no Amazonas e no Rio de Janeiro", disse o órgão, por meio de nota divulgada à imprensa.

Prisão do principal operador financeiro no RJ 

Um suspeito, apontado como responsável pela lavagem de dinheiro da xxx, foi preso na terça-feira (16), Aeroporto Internacional do Galeão, na Zona Norte do Rio de Janeiro. 

O momento da captura foi divulgado pela Polícia Civil do RJ nas redes sociais. "As  investigações apontam que o preso era responsável pela lavagem de dinheiro do grupo, com movimentação de mais de R$ 300 milhões em criptoativos no último ano", disse a instituição.

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