Polícia
Publicado em 30/09/2026, às 13h00 - Atualizado às 13h40 BNews Cauan Borges e Luiz Guilherme
A defesa do cantor de pagode baiano Paulo Henrique Araújo dos Santos, conhecido como Rick Ralley, conseguiu a liberdade provisória do artista após audiência de custódia realizada na manhã desta quarta-feira (30), em Salvador. O músico havia sido preso na segunda-feira (27), após uma denúncia de violência doméstica envolvendo uma mulher de 29 anos.
📲 Clique aqui e inscreva-se no canal do BNews no Youtube!
Segundo a advogada Caiala Assis, que integra a defesa do cantor, a audiência analisou diferentes aspectos relacionados à prisão. Em entrevista ao BNews, a defensora destacou que o exame de corpo de delito não constava nos autos apresentados naquele momento.
Conseguimos a liberdade provisória dele. Nos autos não tinham o exame de corpo de delito, por exemplo, que é o indício de materialidade, mas outros demais quesitos que são analisados na audiência de custódia foram observados e, diante disso, a defesa, também junto com o doutor Marcos, conseguiu a liberdade dele. Outros advogados também participaram”, afirmou.
A prisão ocorreu depois de uma discussão entre Rick Ralley e a companheira dentro da residência onde estavam. Conforme informações divulgadas pela Polícia Civil, o cantor teria agredido a mulher durante o episódio. A ocorrência foi registrada como violência doméstica, e o artista permaneceu custodiado até a realização da audiência.
A defesa também contestou informações que circularam após a prisão e negou que o cantor estivesse fazendo uso de drogas no momento da ocorrência. Questionada sobre o assunto, Caiala Assis foi direta: “Não. Nenhum tipo de entorpecente”, declarou.
Outro ponto esclarecido pela advogada diz respeito à relação entre o cantor e a mulher envolvida na ocorrência. Segundo Caiala, os dois mantinham uma relação afetiva e conviviam há aproximadamente um ano: “Sim, ela convivia com ele há cerca de um ano”, afirmou.
A informação é relevante diante de versões que chegaram a tratar a mulher apenas como uma pessoa relacionada ao cantor no momento da ocorrência. A defesa sustenta que havia uma relação de convivência entre os dois, caracterizando a mulher como companheira do artista.
Caiala Assis também rebateu informações segundo as quais Rick Ralley teria outro mandado de prisão em aberto. De acordo com a advogada, a informação teria surgido a partir de uma confusão envolvendo um homônimo, ou seja, uma pessoa com nome idêntico ao do cantor.
Não é verdade, isso foi um homônimo, um nome exatamente igual ao dele. Até outro canal de notícia conseguiu verificar isso na central de mandado, então não tinha nenhum outro mandado de prisão em relação a ele”, explicou.
Com a decisão judicial, Rick Ralley deixou a prisão, porém deverá cumprir medidas cautelares determinadas pela Justiça. Segundo o advogado Marcus Rodrigues, o cantor está proibido de se aproximar da vítima e deverá comparecer periodicamente em juízo.
Caiala Assis explicou que outras restrições foram discutidas durante a audiência. O Ministério Público teria solicitado medidas mais rígidas, entre elas a proibição de saída do município, a retenção do passaporte e o pagamento de fiança.
A defesa argumentou, contudo, que as atividades profissionais do cantor exigem deslocamentos para outras cidades: “Sim, ele vai cumprir medidas cautelares de baixa da prisão, que vai ser não se afastar da comarca no período superior a 30 dias e comparecer em juízo”, explicou a advogada.
Segundo Caiala, a restrição de circulação pelo município poderia interferir diretamente na atividade profissional do artista: “Apesar de o Ministério Público pedir que ele não pudesse sair do município, pediu a retenção do passaporte, pediu fiança, só que como ele é cantor de banda e trabalha com isso para sobreviver, não tem como ele não sair da comarca”, afirmou.
A advogada citou como exemplo a própria dinâmica de trabalho de um músico: “Se ele cantar em uma cidade vizinha, já significa sair da comarca”, disse. Ainda de acordo com Caiala, Rick Ralley retirou o passaporte recentemente e pretende ampliar as possibilidades profissionais, inclusive com eventual realização de trabalhos fora do Brasil.
Ele tirou o passaporte recentemente, pretende fazer, quem sabe, uma carreira, tocar em outro país, conhecer outro país, está tentando, está buscando esse trabalho para um músico”, afirmou.
Para a defesa, medidas como a retenção do documento poderiam representar uma restrição excessiva diante da atividade profissional exercida pelo cantor: “Seriam medidas cautelares que seriam mais gravosas ou tão gravosas quanto a segregação da prisão”, completou a advogada.
Nas redes sociais, Barbara Larissa, apontada como a mulher envolvida na ocorrência, publicou um vídeo na terça-feira (29) afirmando que está bem. A mulher também declarou que pretende apresentar um posicionamento oficial por escrito sobre o episódio e sobre as providências que serão adotadas.
A Polícia Civil informou que a prisão ocorreu após uma briga entre o cantor e a companheira, de 29 anos, dentro da residência. Conforme o relato policial divulgado sobre a ocorrência, durante a discussão o homem teria agredido a mulher.
A concessão da liberdade provisória não encerra o caso. Rick Ralley seguirá submetido às determinações judiciais enquanto o processo continua, incluindo as medidas cautelares estabelecidas pela Justiça.
A defesa contesta parte das informações que circularam sobre o episódio, nega o uso de entorpecentes e afirma que não havia outro mandado de prisão contra o cantor. O caso segue em tramitação, e eventuais novas decisões poderão alterar as medidas impostas ao artista.
Assista:
Rick Ralley é solto em audiência de custória; vídeo de cantor baiano algemado após prisão por suspeita de agredir a namorada viraliza nas redes
BOICOTE! Clubes da Série A articulam reação contra fim das bets e discutem paralisação do Brasileirão