Polícia

Dirigentes de associações envolvidas em fraude do INSS são alvo de outro inquérito da PF

Relatório da PF destaca a falta de capacidade operacional das associações para atender aposentados e pensionistas em todo o Brasil.  |  Rafa Neddermeyar / Agência Brasil

Publicado em 04/05/2025, às 10h03 - Atualizado às 10h03   Rafa Neddermeyar / Agência Brasil   Cadastrado por Daniel Serrano

Um inquérito da Polícia Federal (PF) identificou uma participação de presidentes de entidades envolvidas no esquema bilionário do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e uma outra operação ilegal. O grupo recebia indevidamente benefícios de programas sociais do governo federal, como Bolsa Família, Cadastro Único (CadÚnico) e Auxílio Brasil. As informações são da CNN Brasil.

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De acordo com a publicação, o esquema contava com a participação de dirigentes da Associação dos Aposentados e Pensionistas Brasileiros (AAPB), da Associação Brasileira dos Servidores Públicos (ABSP)/Associação dos Aposentados e Pensionistas do Nacional (AAPEN) e da Associação dos Aposentados e Pensionistas dos Regimes Geral e Próprio da Previdência Social (Universo).

Ainda segundo o inquérito da PF, os presidentes das associações investigadas tinham idade avançada, com aposentadoria por incapacidade permanente, com baixa renda e/ou sem experiência empregatícia formal.

“Embora não haja impedimentos para que pessoas com idade avançada assumam responsabilidades da vida civil, é importante registrar que tanto a captação de associados na abrangência demonstrada neste documento, quanto a aplicação dos recursos aqui tratados, com a eventual organização de estrutura e de serviços em tantos lugares do país exige articulação, esforço e carga de trabalho muito elevada, o que, eventualmente, não seria compatível”, diz o relatório da PF.

“Da mesma forma, não há impedimento para que pessoas que não tenham vínculos empregatícios anteriores desempenhem a função de dirigentes nessas associações, mas a direção das associações da envergadura das aqui tratadas, de amplitude nacional, que deveriam atender pessoas em mais de 4.000 municípios, exige muita habilidade, articulação e conhecimentos”, afirma o texto.

A investigação aponta ainda para indícios de que as associações não possuíam capacidade operacional para captar os aposentados e pensionistas, realizar e processar as respectivas filiações, nem prestar os serviços aos associados.

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