Polícia
Publicado em 19/08/2025, às 11h50 Ilustrativa | Freepik Emilly Giffone
A empresária Rosangela Silva Pinto, investigada por enviar áudios afirmando que se recusa a contratar homossexuais, admitiu que teria enviado as mensagens. Entretanto, durante o depoimento ela alegou que tal circunstância seria exigência de clientes.
Rosangela prestou depoimento na delegacia de Marialva, no norte do Paraná, nesta segunda-feira (18). O advogado Augusto Braga afirmou que as mensagens enviadas pela dona da clínica eram em conversas privadas.
"Ela reconhece os áudios que ela encaminhou em uma conversa privada, para uma colega também técnica em enfermagem. Contudo, ela respondeu ao delegado que não é responsável por realizar contratação", afirmou a defesa.
Em seu depoimento, ela alegou que trabalha sob demanda e leva em consideração as exigências feitas pelos clientes. O áudio em questão foi enviado durante um processo para recrutar de funcionários para uma geriátrica que estava sendo inaugurada na cidade.
O delegado responsável pelo caso destacou que a empresária utilizava termos em primeira pessoa nos áudios. “Fica claro que em dado momento ela fala 'Eu', 'Minha Equipe', 'Não admito", sempre em primeira pessoa. Apesar disso, ela continuou negando, que não é um posicionamento pessoal dela e sim uma exigência desses supostos cliente que ela tem", relatou Aldair de Oliveira.
De acordo com informações do G1, Rosângela será indiciada pelo crime de racismo, já que no Brasil não tem legislação especifica para crimes contra a população LGBTQIAPN+ e, com isso, os casos são tratados com base na lei 7.716/89, conhecida como "Lei do Racismo".