Polícia
Publicado em 23/10/2026, às 13h49 Divulgação Cauan Borges
Uma trabalhadora doméstica, de 63 anos, denunciou o próprio empregador por assédio sexual após receber mensagens com propostas sexuais, vídeos explícitos e imagens do empresário utilizando uma peça íntima retirada dos pertences dela sem autorização. O caso ocorreu em uma residência no bairro de Stella Maris, em Salvador, e foi apurado pela Auditoria-Fiscal do Trabalho na Bahia.
📲 Clique aqui e inscreva-se no canal do BNews no Youtube!
A fiscalização foi concluída na quarta-feira (21), após denúncia apresentada pela trabalhadora em 6 de outubro, quando procurou o plantão do órgão para relatar as situações vivenciadas no ambiente profissional. Durante a investigação, os auditores identificaram mensagens enviadas pelo empregador com propostas de natureza sexual, incluindo ofertas de dinheiro e roupas íntimas.
Segundo a Auditoria-Fiscal do Trabalho, o material também continha vídeos de conteúdo sexual explícito e imagens do empresário vestindo uma peça íntima que pertencia à funcionária e havia sido retirada de seus pertences sem consentimento. O nome do investigado não foi divulgado.
Diante da situação, a Auditoria-Fiscal do Trabalho articulou, em conjunto com o Sindicato das Trabalhadoras Domésticas, o encaminhamento da mulher à Casa da Mulher Brasileira. No local, ela pode receber acolhimento e orientações sobre as medidas cabíveis.
A conclusão da fiscalização resultou na emissão de autos de infração por assédio sexual, ausência de registro do vínculo empregatício e outras irregularidades trabalhistas identificadas durante a apuração.
Mesmo com o encerramento dessa etapa, a Coordenação da Fiscalização do Trabalho Doméstico e de Cuidados na Bahia informou que continua acompanhando os desdobramentos do caso nas demais instâncias competentes.
A Auditoria-Fiscal do Trabalho destaca que o assédio sexual no ambiente profissional representa uma violação à dignidade e aos direitos dos trabalhadores. No emprego doméstico, a situação exige atenção específica, já que as atividades são realizadas dentro de residências, muitas vezes em condições de isolamento.
Além de identificar irregularidades e adotar medidas administrativas contra empregadores, o órgão atua na articulação com a rede de proteção para garantir que vítimas recebam acolhimento e orientação. O caso segue sob acompanhamento das instâncias competentes.