Polícia

Ex-vereadora é morta a facadas; autor do crime se entrega à polícia

Suspeito é ex-guarda civil municipal e prestava serviço para ONG  |  Divulgação / Câmara Municipal

Publicado em 18/09/2026, às 10h23   Divulgação / Câmara Municipal   Anderson Ramos

A ex-vereadora Patrícia Poncini, de Boituva (SP), foi esfaqueada na sede do SOS (Serviço de Obras Sociais), entidade não governamental que ela presidia. Ela e a coordenadora do SOS, Andrea Bento, foram atacadas por um funcionário terceirizado.

Equipes do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e do Corpo de Bombeiros socorreram as duas e tentaram reanimar a presidente. Patrícia não resistiu e Andrea está em recuperação no Hospital São Luiz, em uma situação considerada estável.

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O ataque aconteceu na manhã de quinta-feira (17). Após fugir do local, o suspeito fez contato com a Guarda Civil Militar de Boituva e se entregou em uma rodovia que dá acesso a Sorocaba.

Patrícia foi vereadora em duas legislaturas, de 2000 a 2004 e de 2005 a 2008, pelo PMDB. Professora da rede municipal de ensino, ela foi diretora de escolas de educação infantil e de ensino fundamental. Como parlamentar, defendeu pautas ligadas à educação e à saúde da mulher.

Reunião acabou em tragédia

O suspeito, identificado como Marcos Santana Lima, era funcionário terceirizado do local. À TV TEM, Marcos Garofalo Maria, secretário municipal de Segurança de Boituva, apontou que Patrícia, Andrea e Marcos tinham uma reunião de trabalho no local. Lá, começou uma discussão, onde o homem pegou uma faca e, em seguida, atacou as duas vítimas.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, o suspeito é ex-guarda civil municipal. Uma faca foi apreendida e o local periciado.

Lamentação

A Prefeitura de Boituva decretou luto oficial de três dias. "Foi uma mulher com uma história de trabalho e dedicação à nossa cidade, cuja partida, de maneira tão violenta, causa indignação e uma dor difícil de expressar" afirmou o prefeito Edson Marcusso (PSD).

"Diante da brutalidade desse crime, esperamos uma apuração rigorosa e a responsabilização do autor com todo o rigor da lei. A violência contra a mulher não pode ser tolerada nem permanecer impune", disse, em nota, a direção da Câmara Municipal.

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