Polícia
Publicado em 03/05/2024, às 13h56 - Atualizado às 16h37 Arquivo pessoal Letícia Rastelly e Sanny Santana
Um ano após o assassinato da técnica de enfermagem Simone Maria dos Santos, de 49 anos, familiares protestam por justiça. A manifestação acontece próximo ao Fórum Rui Barbosa, no Campo da Pólvora, em Salvador na tarde desta sexta-feira (3).
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Apesar de ser um protesto tímido, com poucas pessoas, a força dos familiares chega com cartazes e pedidos por celeridade na resolução do caso. Segundo a cunhada de Simone, Adriana de Almeida, apesar de o suspeito do crime permanecer preso preventivamente, ainda não houve julgamento.
"A família, ninguém foi ouvido, não fomos chamados, já tem 1 ano. sabemos que o advogado dele está juntando testemunha de defesa e a gente só quer que a Justiça agilize esse processo, que resolva logo porque a gente está angustiado", desabafou.
Ainda segundo a cunhada, a defesa do suspeito do crime, que é ex-companheiro de Simone, quer que o acusado realize uma avaliação psicológica, algo que a família da vítima discorda.
"O advogado quer que ele seja examinado como se ele tivesse problema psiquiátrico, mas a gente sabe que não tem. Ele foi casado com Simone por 33 anos e resolveu, no dia 1º de maio, tirar a vida dela da forma mais bárbara possível", afirmou, acrescentando que deseja que seja feito júri popular.
O BNews entrou em contato com o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) para mais informações sobre o caso e aguardamos resposta.
O crime
Simone Maria dos Santos foi espancada até a morte no bairro da Vila Laura, em Salvador, no dia 1º de maio de 2023. O suspeito do crime é o marido da vítima.
De acordo com vizinhos do casal, as agressões ocorridas no dia em que a profissional foi morta pareciam "barulho de obra", e só perceberam que se tratava de um espancamento quando ouviram os gritos de socorro da vítima. A polícia, então, foi acionada, mas já era tarde demais e a mulher já estava morta.
O suspeito do crime, ao tentar fugir da polícia, pulou da janela do apartamento, no 3º andar. Ele acabou tento ferimentos e está detido sob custódia no Hospital Geral do Estado (HGE).
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