Polícia

Golpes, sexo e ameaças: Vítimas caem em armadilha sexual e são chantageadas por criminosos

Os criminosos também praticavam estelionato, alugando imóveis e não pagando os proprietários, sublocando os espaços para obter lucro  |  Reprodução

Publicado em 03/07/2025, às 08h07 - Atualizado às 09h40   Reprodução   Redação Bnews

Dois homens, de 34 e 37 anos, foram presos por comandar uma rede de crimes que envolvia roubo, extorsão e estelionato em Guarujá, no litoral de São Paulo. Os mandados de prisão temporária foram cumpridos nesta terça-feira (1º). De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos, identificados como Yuri Phelipe Nobre Pereira e Wesley Nicolas Alves de Sousa, confessaram os crimes.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Glaucus Vinícius Silva, a dupla tinha como modus operandi atrair vítimas por meio de aplicativos de locação e de relacionamento voltados à comunidade LGBTQIA+. Yuri marcava encontros com homens em aplicativos de relacionamento, mas, ao chegar no local, usava uma arma falsa para ameaçar as vítimas e roubar seus pertences.

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Ainda de acordo com o delegado, Yuri agia com mais violência caso a vítima oferecesse resistência, chegando a algemá-la. Em situações em que havia envolvimento sexual, ele utilizava o encontro íntimo como ferramenta de extorsão. “Ele seduzia a pessoa e praticava o encontro sexual. Em seguida, tomava os pertences da vítima e ameaçava divulgar o caso nas redes sociais”, explicou Silva ao G1.

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Além dos golpes em aplicativos de relacionamento, a dupla também praticava estelionato contra proprietários de imóveis. Wesley era responsável por negociar locações de grandes espaços, como pousadas, e não realizava o pagamento. “Eles faziam a sublocação para curta temporada ou até por meses, recebiam dos inquilinos e não repassavam nada aos proprietários. Quando percebiam que poderiam ser acionados na Justiça ou denunciados, simplesmente iam embora e abandonavam tudo”, afirmou o delegado.

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