Polícia
Publicado em 19/08/2026, às 10h10 Divulgação/PC Redação BNews
Uma operação da Polícia Civil desarticulou, nesta quarta-feira (19), um grupo suspeito de produzir armas de fogo com o uso de impressoras 3D no Rio Grande do Sul. O principal investigado, apontado como responsável pela fabricação do armamento que era entregue para facções criminosas, foi preso na cidade de Canoas.
Além do principal suspeito, outras 15 pessoas também foram detidas. Os nomes dos investigados não foram divulgados pelas autoridades.
De acordo com as investigações, o grupo funcionava com diferentes integrantes responsáveis por etapas específicas do esquema. Enquanto um dos investigados seria responsável pela produção das armas, outros cuidavam da negociação dos pedidos e da distribuição do armamento.
Segundo o delegado Alencar Carraro, diretor de investigações do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), as armas eram comercializadas para pessoas que mantinham ligação com diferentes facções criminosas do estado, inclusive grupos rivais.
A polícia também apura como o principal suspeito adquiriu conhecimento para produzir o armamento. Aos investigadores, ele afirmou ter aprendido por meio de informações disponíveis na internet.
Ainda conforme o delegado, as armas produzidas pelo grupo apresentavam capacidade de funcionamento e eram consideradas de alto poder ofensivo. O armamento, conforme a investigação, seria destinado ao mercado ilegal e poderia alcançar valores elevados no crime organizado.