Polícia
Publicado em 07/08/2026, às 10h36 Divulgação Redação BNews
Uma investigação sobre um suposto roubo de motocicleta levou a Polícia Civil da Bahia a descobrir um esquema de comercialização ilegal de macacos-prego em Salvador. Durante as diligências, realizadas nesta quinta-feira (6), um homem foi preso em flagrante, suspeito de negociar os animais silvestres e utilizar documentos falsos para dar aparência de legalidade às transações.
De acordo com a corporação, no decorrer da apuração do suposto roubo, os policiais encontraram indícios de que a motocicleta havia sido destinada previamente para desmanche e que o registro da ocorrência teria sido forjado para permitir o acionamento do seguro e o recebimento da indenização, configurando, em tese, o crime de estelionato.
Ao longo das investigações, foi revelada a existência de um esquema envolvendo a venda clandestina de animais silvestres, especificamente macacos-prego. Durante a operação, as equipes localizaram dois animais mantidos em ambiente doméstico e identificaram irregularidades na documentação apresentada para comprovar a origem dos espécimes.
Segundo a Polícia Civil, o homem preso teria participado da venda de pelo menos três macacos-prego, negociados por aproximadamente R$ 15 mil, R$ 16 mil e R$ 20 mil. As investigações indicam ainda que um único animal da espécie pode alcançar cerca de R$ 70 mil no mercado ilegal.
O delegado Charles Leão, responsável pela investigação, destacou que a investigação busca identificar toda a cadeia envolvida no esquema, incluindo possíveis fornecedores, compradores e intermediários.
A Polícia Civil também investiga a origem dos animais, o caminho percorrido pelos espécimes e a movimentação financeira das negociações. Segundo a corporação, documentos falsificados teriam sido utilizados para tentar conferir regularidade à comercialização. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que participou da análise da documentação apresentada, constatou irregularidades e também aplicou multas administrativas que, somadas, ultrapassam R$ 200 mil.
O suspeito foi autuado em flagrante por crimes previstos na legislação ambiental, além de receptação e falsificação de documento público. A Polícia Civil também representou pela conversão da prisão em flagrante em preventiva e solicitou autorização judicial para acessar os dados do celular apreendido, com o objetivo de identificar outros envolvidos.
As apurações ontinuam para localizar possíveis animais comercializados ilegalmente e esclarecer a dimensão do esquema.