Esporte
por Antonio Dilson Neto
Publicado em 26/09/2026, às 20h41 - Atualizado às 21h12
O Flamengo reagiu à proibição das bets no Brasil e estima que poderá perder entre R$ 400 milhões e R$ 430 milhões em receitas em 2027 caso a medida seja mantida. O alerta foi feito pelo presidente do clube, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, nesta sexta-feira (25), mesmo dia em que o governo federal editou a Medida Provisória que proíbe a exploração e a publicidade das apostas de quota fixa no país.
Segundo Bap, o impacto não ficaria restrito ao futebol masculino e atingiria também os esportes olímpicos e outras áreas mantidas pelo clube.
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Em entrevista à CNN Brasil, ele classificou os efeitos financeiros previstos como significativos e disse que uma mudança imediata dificultaria a adaptação do Flamengo.
Mais cedo, o Flamengo publicou uma nota oficial em que criticou a decisão de interromper o mercado regulado de apostas. O clube argumentou que o fim das empresas autorizadas não necessariamente elimina a prática de apostas e afirmou que a medida pode ampliar a participação do mercado clandestino.
O jogo não vai acabar com uma canetada”, afirmou o clube no comunicado.
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A preocupação do Flamengo está diretamente relacionada à participação das casas de apostas no mercado esportivo. O clube tem a Betano como patrocinadora principal, em um contrato que prevê R$ 266 milhões por ano para a exposição da marca no espaço mais nobre da camisa. A empresa também patrocina competições nacionais, como o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil.
O impacto potencial não é exclusivo do Flamengo. Segundo levantamento citado pelo InfoMoney, 14 dos 20 clubes da Série A possuem atualmente marcas de casas de apostas na parte principal de suas camisas. Em 2025, os patrocínios de bets representaram 7,9% das receitas dos clubes da primeira divisão, segundo dados compilados pela publicação.
Além dos contratos de patrocínio, a mudança pode atingir receitas relacionadas à publicidade e a outros acordos comerciais firmados com empresas do setor.
A Medida Provisória editada pelo governo federal em 25 de setembro determina o fim da exploração, oferta, intermediação e publicidade das apostas de quota fixa no Brasil. A regra alcança tanto as apostas esportivas quanto os jogos online e também atinge autorizações e concessões estaduais e distritais.
A MP tem vigência imediata, mas ainda precisa ser analisada pelo Congresso Nacional. O texto tem prazo inicial de 60 dias, prorrogável por mais 60, período em que deputados e senadores precisam decidir pela manutenção ou não da medida.
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