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Laboratório de maconha usado na produção de óleo e shampoo é fechado

Grupo cultivava e vendia óleo e shampoo de maconha pela internet, sem autorização da Anvisa, para todo o Brasil  |  Divulgação l Polícia Civil de Goiás

Publicado em 21/03/2025, às 08h58   Divulgação l Polícia Civil de Goiás   Redação Bnews

Um laboratório de produtos derivados da maconha foi fechado, nesta quinta-feira (21), durante operação Oil Green da Polícia Civil de Goiás (PCGO). Durante a ação policial, quatro pessoas foram presas e cinco mandados de busca e apreensão foram cumpridos. A operação visou desarticular um grupo que cultivava e vendia ilegalmente óleo e shampoo de cannabis pela internet para todo o Brasil.

Os produtos à base de cannabis eram anunciados como tratamento alternativo para diversas doenças, sem autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), com envio para diferentes estados. A partir desses envios, a polícia identificou o crime, após interceptar, pelos Correios, frascos de óleo de maconha saindo de Goiânia.

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O grupo criminoso era responsável pelo plantio, cultivo, produção e venda ilegal de óleo e shampoo antiqueda derivados de cannabis sativa (maconha). A comercialização ilegal ocorria por meio de redes sociais para todo o Brasil. Este grupo operou por cerca de cinco anos e oferecia cada unidade pelo valor de R$ 300.

Divulgação l Polícia Civil de Goiás

A polícia encontrou duas estufas com diversos pés de cannabis sativa, frascos, rótulos, produtos prontos para venda e outros objetos, em um apartamento no Setor Bueno, em Goiânia. O local funcionava como um laboratório para o plantio, cultivo, manipulação, envasamento e produção dos produtos derivados da planta.

Em alguns casos, o Poder Judiciário autoriza, excepcionalmente e para fins terapêuticos e medicinais, o plantio, cultivo e extração de produtos à base de cannabis para uso próprio. A comercialização ou cessão da substância produzida é proibida. Uma das investigadas possuía autorização judicial para essas práticas, mas a investigação demonstrou que ela utilizava a autorização para comercializar os produtos.

A Polícia Civil continua a investigação para identificar outras pessoas que possam estar envolvidas no esquema criminoso.

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