Polícia

Mãe de adolescente de 17 anos morto a tiros em Salvador diz que filho foi executado

Um policial militar, identificado como Marlon da Silva Oliveira, é o principal suspeito do crime, que ocorreu no último domingo (1º), no Alto de Ondina  |  Reprodução/BNews/Redes sociais

Publicado em 03/12/2024, às 23h39   Reprodução/BNews/Redes sociais   Redação BNews

Marlene Santos, mãe de Gabriel Santos Costa, de 17 anos, morto por disparos de arma de fogo, na madrugada do último domingo (1º), no Alto de Ondina, em Salvador, disse que o filho foi executado. A declaração foi feita nesta terça-feira (3), em entrevista à TV Bahia. Outro jovem de 19 anos também foi baleado na ação e está internado no Hospital Geral do Estado (HGE). Não há informações sobre o estado de saúde dele.

Um policial militar, identificado como Marlon da Silva Oliveira, é o principal suspeito do crime. O militar alega ter agido em legítima defesa, pois teria sofrido uma suposta tentativa de assalto.

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Um vídeo gravado por testemunhas mostra o momento em que Gabriel Santos Costa e o jovem de 19 anos, que não teve a identidade divulgada, foram rendidos pelo policial. Na filmagem, o PM xinga e agride as vítimas. Na sequência, ordena que eles coloquem o rosto no asfalto e as mãos na cabeça. As ordens são atendidas pelos jovens. No entanto, ainda assim, os dois são baleados com vários disparos. Depois de balear a dupla, o policial entra em um carro branco e deixa o local.

Por meio de nota, a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) informou que  um processo administrativo disciplinar foi instaurado pela PM. Já a Polícia Civil abriu inquérito para esclarecer a motivação e a dinâmica do crime. A Justiça negou o pedido da Polícia Civil pela prisão preventiva de Marlon da Silva.

"Ele alegou a tese de legítima defesa, afirmando que ele teria sido vítima de um assalto perpetrado pelas vítimas e que, por tal razão, ele havia efetuado os disparos. No entanto, não concordei com essa tese e representei, junto ao plantão judiciário, pela prisão preventiva. Entretanto, a autoridade judiciária não apreciou o pedido, informando que a matéria não seria avessa às atribuições do plantão judiciário e declinou da atribuição. As investigações continuam", disse a delegada Zaira Pimentel, titular da 1ª Delegacia de Homicídios.

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