Polícia
Publicado em 08/08/2026, às 17h09 Divulgação / Ilustrativa Tiago Di Araújo
Um médico foi preso em flagrante na noite de sexta-feira (7), em São Paulo, sob suspeita de estupro de vulnerável contra uma colega de trabalho. A vítima também é médica, atua como anestesiologista e afirmou à Polícia Civil que ficou com lembranças fragmentadas após um almoço realizado no apartamento do investigado, no bairro do Cambuci, região central da capital.
Segundo o boletim de ocorrência, os dois haviam marcado o encontro para comemorar a publicação de artigos científicos de autoria da médica. Durante o almoço, houve consumo de bebidas alcoólicas e, conforme os relatos registrados pela polícia, também de uma substância entorpecente.
A vítima contou que não consegue reconstruir completamente o que aconteceu depois. De acordo com o depoimento, sua última lembrança clara era de estar caindo no banheiro. Em seguida, teria recuperado parcialmente a consciência e procurado o celular para pedir ajuda à mãe e a uma amiga.
Ainda segundo o registro policial, a médica chegou ao apartamento usando vestido e acessórios, mas posteriormente percebeu que estava com outras roupas e sem os objetos que usava anteriormente. Ela relatou ainda ter flashes nos quais o colega tentava manter uma relação sexual com ela.
Uma amiga da vítima, que também trabalha com ela no Hospital Salvalus, contou à polícia que recebeu uma mensagem por volta das 21h. Conforme o depoimento, a médica dizia estar passando mal e acreditava ter sido dopada.
A amiga foi até o apartamento e encontrou a colega bastante abalada e aparentando estar sob efeito de alguma substância. A médica foi posteriormente encaminhada ao Hospital da Mulher, onde recebeu atendimento e passou por exames periciais. Conforme o boletim, ela também relatou dores na região íntima.
Uma policial militar que participou da ocorrência informou ter encontrado a mulher parcialmente despida e emocionalmente abalada. Segundo o registro, a vítima apresentava sinais de alteração de consciência e não conseguia explicar naquele momento, com clareza, o que havia acontecido. A agente não presenciou os fatos.
O caso foi registrado na 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), que ficará responsável pela investigação. Segundo informações obtidas pela TV Globo, o investigado trabalha como terceirizado em um hospital localizado na Zona Leste de São Paulo.
Em depoimento à polícia, o médico confirmou que havia combinado o encontro com a colega para comemorar a publicação dos trabalhos científicos. Segundo a versão apresentada por ele, a aquisição de LSD ocorreu a pedido da própria médica e os dois consumiram a substância depois do almoço, além de ingerirem bebidas alcoólicas.
O investigado afirmou que a colega passou mal após o consumo, caiu no banheiro e foi levada por ele até o quarto. Ele também declarou ter sofrido alterações de percepção e memória e disse não se lembrar de ter mantido relação sexual com a médica, trocado beijos ou utilizado violência contra ela.
A prisão ocorreu após o atendimento da ocorrência e o caso segue sob investigação da Polícia Civil. Os exames realizados na vítima e demais elementos reunidos durante a apuração deverão ajudar a esclarecer a dinâmica dos acontecimentos.